

Aproveitando a onda de anúncios de reformas para retirada de direitos trabalhistas e concentração dos lucros das empresas financiadoras de campanha, o governo Hartung, por meio do secretário estadual de Planejamento, Regis Mattos, concedeu entrevista alarmando os servidores sobre um rombo na previdência estadual.
As declarações de Regis mostra o total desconhecimento do governo Hartung sobre o assunto e soa no mínimo estranha, uma vez que o Espírito Santo já fez toda a reforma possível no sistema de previdência dos servidores estaduais.
Diferente do que acontece no INSS, o Regime Próprio de previdência dos servidores do Estado do Espírito Santo é organizado e existem cálculos atuariais que, por intermédio de estatística, garante que as contribuições dos servidores e a parte patronal sejam suficientes para pagar as futuras aposentadorias, não havendo necessidade do governo estadual aportar recursos.
Ou seja, podemos facilmente checar que ele é superavitário desde 2004, quando foi criado o fundo previdenciário, formado pelas contribuições dos servidores, e que até março de 2016 já arrecadou mais de 62 milhões e pagou de benefícios apenas 1,9 milhões.
Sendo que hoje o Fundo Previdenciario tem em caixa mais de DOIS BILHÕES sendo investidos em fundos no mercado financeiro.
Também se implantou a Previdência Complementar, hoje todo o servidor que entra no serviço público irá se aposentar com valor máximo estipulado pelo teto do Regime Geral de Previdência – INSS, ou seja, em torno de R$ 5 mil, mesmo que sua remuneração durante os anos trabalhados tenham sido acima desse valor.
Destaca-se que no regime de previdência do Estado já existe idade mínima para os servidores se aposentarem, diferente do que acontece no INSS.
As reformas já chegaram e foram implantadas no Estado e a previdência dos servidores não tem rombo. O governo Hartung pretende acabar com a aposentadoria especial de professores e policiais e tenta sem êxito dizer que há um caos generalizado. O Sindipúblicos repudia mais essa tentativa de se acabar com um dos direitos mais sagrados do trabalhador, que é o de se aposentar.
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