

Os servidores públicos do Espírito Santo, representados pelas suas entidades reunidas no Fespes, vem à público repudiar a atitude desrespeitosa e intimidadora do governador Paulo Hartung que, contrário a negociar com o Fórum a pauta de reivindicações das categorias, prefere enviar um “bilhetinho” por correspondência às residências dos trabalhadores. Um tiro no próprio pé.
Antes de tudo é preciso destacar que a própria atitude já desmascara a falaciosa crise, afinal, quem diz que os cofres públicos estão a bancarrota, não deveria gastar com impressos e correios para enviar “cartinhas” intimidando os mais de 70 mil servidores e ainda tentando convencer que devem dar graças a Deus por receber em dia.
E, apesar do recado do governo ser composto por sete parágrafos, nenhum deles apresentou nenhum dado concreto quanto as contas do Estado, mostrando que todo discurso não passa de um factoide implantado pela gestão Hartung.
Nota-se ainda a clara intenção desse governo em tentar coagir os trabalhadores ao reforçar que “a situação financeira do Governo do Estado não é boa” e completar dizendo que “vamos manter o diálogo permanente neste momento decisivo”. Que diálogo? É preciso destacar que até o momento o governo permanece no seu monólogo num disco arranhado. Os três encontros com os representantes do Fórum, foram apenas “aulas” expositivas com dados financeiros, da contabilidade criativa que, inclusive, foram devidamente rebatidos e questionados e até o momento não foram respondidos, mostrando assim que não está disposto a ser transparente e dialogar e a negociar.
Na correspondência, o governo prega que irá promover a valorização que o servidor público busca. Pois bem, esperamos que essa valorização já esteja em nosso próximo contracheque, que é a recomposição salarial conforme índice inflacionário. Essa seria a principal valorização.
Por fim, convidamos os servidores a encaminharem ao Sindipúblicos ou aos seus sindicatos a correspondência que recebeu do governador colocando nessa seu recado e a expressão “Hartung, este abraço eu não quero”. No momento oportuno, as correspondências com os recados dos servidores serão devidamente encaminhadas ao governador.