
O texto final aprovado do PL 4330 propõe a terceirização da atividade-fim nas empresas públicas, sociedades mistas e suas subsidiárias e controladas.
Nesta quinta-feira, 01, em todo o mundo é celebrado o Dia do Trabalhador. E neste ano, a luta de todos os trabalhadores deve ser contra o PL 4330, que impõe a terceirização irrestrita no Brasil. Aprovado na Câmara dos Deputados, o PL 4330 representa uma das audaciosas investidas dos empresários brasileiros contra os direitos trabalhistas através da terceirização da atividade-fim.
A terceirização nada mais é do que a precarização das relações trabalhistas. Ao invés de empregar diretamente o trabalhador, uma empresa contrata uma atravessadora que irá fornecer mão de obra barata, ou seja, que existe apenas para intermediar as contratações de trabalhadores.
Essa forma de contratação não será restrita às empresas privadas. O texto final aprovado na Câmara dos Deputados e enviado para aprovação no Senado propõe também a terceirização da atividade-fim nas empresas públicas, sociedades mistas e suas subsidiárias e controladas, como a Petrobras, Caixa Econômica e Banco do Brasil.
Todo esse processo tem apenas um objetivo: gerar economia para as grandes empresas, que não terão os custos trabalhistas. Para isso, as empresas terceirizadas, cujo único produto que vendem é a mão de obra, irão pagar o mínimo possível de salário e direitos para tornar seu negócio rentável e atrativo.
A terceirização também vai provocar uma maior rotatividade. Hoje o empregador pensa duas vezes antes de demitir alguém, pois sabe que tem que pagar as verbas rescisórias e multa sobre o FGTS. Sem esses compromissos, fica bem mais fácil trocar de terceirizada.
Hoje a terceirização no Brasil é permitida apenas para atividades-meio. Já são cerca de 12 milhões de pessoas que têm seus direitos desrespeitados. É comum, por exemplo, o empregado de uma empresa terceirizada ser demitido e retornar ao mercado de trabalho por outra empresa, às vezes até na mesma função, recebendo salário menor.
O PL 4330 não melhora a vida dos atuais terceirizados. Por outro lado, piora a vida do restante dos trabalhadores, que serão os terceirizados de amanhã.
Na primeira votação do PL 4330 na Câmara dos Deputados, sete dos dez deputados federais capixabas votaram a favor da terceirização. A mobilização foi intensificada em todo o país e na segunda votação, que ocorreu no dia 22 de abril, quando as emendas ao projeto foram aprovadas, apenas cinco deputados capixabas mantiveram seu voto a favor da terceirização irrestrita, mantendo a traição ao povo capixaba. São eles: Carlos Manato(Solidariedade), Evair de Melo (PV), Lelo Coimbra (PMDB), Marcus Vicente (PP)e Paulo Foletto (PSB).
A mobilização garantiu a mudança de posicionamento dos deputados Dr. Jorge Silva (PROS) e Sérgio Vidigal (PDT), que haviam votado a favor do projeto na primeira votação. Max Filho, que estava ausente na primeira sessão, também votou contra a emenda.
Os deputados Givaldo Vieira (PT) e Helder Salomão (PT) mantiveram o voto contra a terceirização. O projeto segue agora para votação no Senado e caso sofra alterações ele volta para nova votação na Câmara. Por isso, vamos manter a mobilização entrando em contato com deputados e senadores e pedindo o voto contra o projeto.
ENTRE EM CONTATO COM OS DEPUTADOS E SENADORES
ricardo.ferraco@senador.leg.br
dep.carlosmanato@camara.leg.br
dep.marcusvicente@camara.leg.br
dep.paulofoletto@camara.leg.br
dep.sergiovidigal@camara.leg.br
dep.dr.jorgesilva@camara.leg.br
dep.givaldovieira@camara.leg.br
dep.heldersalomao@camara.leg.br
Você sabe qual é a origem do 1º de maio?
O Dia do Trabalhador foi instituído pela Segunda Internacional Socialista, que aconteceu na França em 1889. O objetivo era estabelecer um dia unificado de luta em prol da jornada de 8 horas de trabalho. A escolha da data remonta a 1886, quando, no dia 1º de maio, milhares de trabalhadores de Chicago, nos Estados Unidos, saíram às ruas para reivindicar melhores condições de trabalho e a redução da jornada de treze para oito horas diárias. Nesse dia, uma grande greve geral parou as atividades naquele país.
A manifestação foi seguida de outros protestos, que foram violentamente reprimidos pelas forças policiais. O 1º de maio se tornou um marco para a luta dos trabalhadores de todo o mundo, que anualmente se reúnem nessa data para defender os direitos trabalhistas conquistados, reivindicar melhores condições de trabalho e lutar pelo fim da desigualdade social.