Luta dos servidores | Casagrande concede recomposição em 2019 abaixo da inflação

Artigo| O nosso futuro só depende do nosso protagonismo
31 de outubro de 2019
Após denúncia no MPT, Fames regulariza condições de trabalho e prevenção à incêndio
4 de novembro de 2019

A concessão da recomposição inflacionária ainda em 2019 foi fruto da luta dos servidores que foram às ruas em quatro atos públicos e da cobrança do Sindipúblicos e demais entidades congregadas à Pública junto ao governador e secretários que a cada vez se justificavam para não conceder a recomposição e chegaram anunciar que só concederia em 2020.

Sem ter mais desculpas para negar a recomposição inflacionária, o governador Casagrande anunciou pelas redes sociais, na manhã desta sexta-feira, 01 de novembro, que irá recompor parcialmente os salários dos servidores ainda em 2019, na folha de dezembro, porém abaixo da inflação acumulada.

Segundo divulgado pelo governador, os salários serão recompostos apenas em estimados 3,29%, pela inflação entre novembro/2018 à dezembro/2019, ignorando sete meses de inflação, visto que a última recomposição salarial foi em abril de 2018. Mais uma vez o governo além de negar uma negociação com os servidores, também concederá índice abaixo da inflação, agravando as perdas acumuladas que ultrapassam 29,15%.

Entre as denúncias e cobranças dos servidores está que o governador tem defendido o aumento da alíquota da previdência de 11% para 14%, podendo chegar até 22% caso se espelhe na Reforma da Previdência do governo Bolsonaro.

Ou seja, na prática, caso o governador Casagrande insista numa reforma da Previdência com alíquota de 14%, o servidor não terá uma recomposição inflacionária de apenas 0,29%.

Abono

Questionado pela imprensa, o governador afirmou que não irá conceder abono este ano. “Tive que escolher entre reajuste e o abono. O reajuste é muito mais estruturante para o servidor. Se você aplicar esse reajuste todos os meses, incluindo o 13°, dá um valor muito superior ao abono”.

O Sindipúblicos reforça que continuará a luta unificada na cobrança de uma recomposição inflacionária de verdade. É inaceitável o governador permanecer a política de ajustes fiscal em cima da sociedade e dos servidores conforme realizado pelo governador Hartung e em contrapartida manter privilégios ao empresariado que continua com isenções fiscais sigilosas.