

O tamanho reduzido da letra dos documentos disponibilizados pelo SISPREV, no qual estão todos os processos do IPAJM, pode vir a prejudicar os servidores do Instituto. A reclamação dos trabalhadores é devido a alimentação, impressão e visualização dos processos no sistema não respeitarem as Normas da ABNT, utilizando letras relativamente pequenas, fator que se agrava ao considerarmos a quantidade de texto processados diariamente pelos servidores.
Conforme o modelo dos documentos encaminhados para o Sindipúblicos, o atual formato estaria também violando a Norma Regulamentadora de Segurança (NRS) 17, que determina que as condições de trabalho devem estar adaptadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores, proporcionando um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. De acordo com a norma, os documentos devem ser totalmente legíveis.
Além disso, o atual formato dos documentos é motivo para trabalho dobrado. Para alimentar os despachos e os processos os servidores reclamam que precisam escrever o texto em arquivo “word” para só depois copiar no sistema.
O Sindipúblicos recebeu cópia de documento enviado à presidência do IPAJM relatando que essa demanda já foi informada à gerência do Instituto desde 2011 e que até o atual momento não foi solucionada. O Sindicato afirma que é um desrespeito aos servidores a manutenção desse formato, e informa que irá continuar acompanhando a questão, cobrando do IPAJM o respeito às normas de saúde e segurança.
Só após termos entrado em contato direto com a presidência, a assessoria de imprensa do IPAJM se manifestou. Essa negou que o Instituto tenha recebido tal documento e que, apesar do sistema não oferecer letras legíveis, o servidor poderá utilizar recursos externos ao Sisprev, dos próprios computadores, para imprimir e visualizar em tamanho maior. Ainda reforçou que, para os servidores que por ventura estejam com dificuldades em informática, o IPAJM irá oferecer curso na área. Contrariando a informação de sua própria assessoria, o presidente do IPAJM, José Elias Marçal, se limitou a dizer que recebeu o mesmo documento encaminhado à este Sindicato.