Hartung quer taxa extra de água para amenizar crise hídrica

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agua

Sem implantar medidas efetivas para diminuir a crise hídrica, o governo Hartung anunciou que iniciará a cobrança de uma taxa extra de água, onerando ainda mais o cidadão capixaba.

A proposta é cobrar diretamente das empresas, concessionárias (Cesan), agricultores e demais pessoas físicas ou jurídicas que realizam captação de água direta dos rios capixabas, a iniciar pelo Rio Jucu que abastece boa parte da Grande Vitória.

Com isso, os consumidores terão suas contas de água aumentadas consideravelmente, já que a Cesan prevê o repasse integral desses valores aos usuários.

Apesar da intenção do governo iniciar a cobrança já no próximo semestre, até o momento os valores não foram divulgados e estão sendo estudados pela Arsi (Agência Reguladora de Saneamento Básico e Infraestrutura), após a Agerh (Agência Estadual de Recursos Hídricos) apresentar o Plano Estadual de Recursos Hídricos, onde deverá apresentar um diagnóstico da situação dos rios e as ações necessárias para recuperação.

Mais uma vez o governador pune o povo capixaba por sua gestão ineficiente. Desde o início de 2015, Hartung manteve o ex-procurador geral do Estado, Rodrigo Júdice, como Secretário de Meio Ambiente, que nada fez para melhorar a gestão ambiental, pelo contrário, chegou a livrar a Samarco de uma multa de 204 mil. Agora, em seu lugar, entrará Aladim Cerqueira, que pelo histórico na área de meio ambiente, manterá a política de benefícios às grandes poluidoras, sem “incomodá-las” com fiscalizações e punições.

A nomeação desses gestores, sem conhecimento técnico, faz o governo ser incapaz de realizar um planejamento estratégico prevendo ações antecipadas aos problemas vivenciados pelo Estado. Há anos nota-se a falta de investimento em políticas de meio ambiente que efetivamente contribua para aumentar o volume de água nos leitos dos rios capixabas. Entre as ações propostas por ambientalistas estão um programa de reflorestamento de matas ciliares, desassoreamento dos leitos dos rios, despoluição, recuperação de mananciais, entre outros.

É preciso que os órgãos ambientais do Espírito Santo e as agências reguladoras cumpram o papel de planejar, fiscalizar e punir garantindo o acesso sustentável da população aos recursos naturais do Estado.

 

Com informações do Metro.