Hartung pega empréstimo de meio bilhão ao BB para cobrir rombo de renúncias fiscais e corrupção

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Mesmo pegando empréstimo com os servidores estaduais com a apropriação indébita do reajuste e do auxílio alimentação, o governo Hartung tem encontrado dificuldades em manter o equilíbrio financeiro do Estado, gerando um rombo milionário devido à liberação que fez à várias empresas, financiadoras de suas campanhas, não pagarem impostos, por meio de renúncias fiscais que estão sendo questionadas no Supremo Tribunal Federal.

Para tentar cobrir este rombo e continuar garantindo os benefícios aos seus amigos empresários, o governador Hartung foi autorizado pelos deputados estaduais a praticar uma pedalada nas contas públicas, ao pegar um empréstimo de meio bilhão junto ao Banco do Brasil que será pago com os royalties de petróleo que entrarem no caixa do Estado.

Mais uma vez, a sociedade e os servidores públicos pagam a conta da corrupção e da má gestão dos recursos públicos. No lugar de contrair um novo empréstimo, o governo estadual deveria rever com urgência a concessão desenfreada de renúncias fiscais e reforçar o combate á sonegação, que poderia ultrapassar R$ 5 bilhões.

Ao invés de investir e fortalecer o fisco capixaba, para que atue na recuperação dos valores sonegados, Hartung e sua ex-secretária da fazenda, Ana Paula Vescovi, preferiu agraciar o empresariado capixaba propondo o arquivamento das cobranças judiciais de débitos tributários “de pequeno valor” na ordem de R$ 150 mil por processo, a medida fomenta, ainda mais, a concorrência desleal e premia o sonegador.

Chama atenção no PL aprovado pelos deputados, que Hartung repete o que fez em seu primeiro governo, quando assumiu o Estado em 2003. Naquela ocasião, o governador foi apontado como salvador da pátria após conseguir a antecipação dos recursos.

Hoje, para fazer caixa e continuar garantindo os benefícios ao empresariado financiador de suas campanhas, justamente em véspera das eleições municipais, quando tentará fazer o maior numero de prefeitos aliados, Hartung recorre à mesma fórmula. Vale destacar que além de mau gestor, Hartung é mau pagador, já que sequer conseguiu durante seus oito primeiros anos de mandato quitar o débito de 2003, inclusive fazendo com o que o Estado recorresse ao Supremo Tribunal Federal (STF) para rever as clausulas do acordo feito por Hartung, que estaria gerando um prejuízo milionário aos cofres públicos.

É preciso que o governador assuma o papel de gestor, garantindo eficiência nas contas públicas. E isso não se faz promovendo cortes em setores fundamentais, mas sim fechando os ralos de desvios de dinheiro de corrupção, como se viu em recentes escândalos de compras superfaturadas pela Secretaria de Saúde, revendo contratos e investindo na contratação de servidores qualificados por meio de concursos públicos.