

No início do ano o governador Hartung disse que em 2015 “vamos ter que comer sal”. E assim, desde janeiro tem sido sua política, de não valorização dos servidores, de agravamento do sucateamento dos serviços públicos e de entreguismo do estado à iniciativa privada.
A justificativa do governo para essa política é sempre a da crise. No entanto, não é possível acreditar que as contas do estado estejam realmente deficitárias, já que diferente de sua política para com o povo, o governador Hartung continua a investir verbas milionárias ao empresariado, como o aumento da verba publicitária para 2016, superando 70 milhões.
Além disso, vê-se a continuidade da contratação de servidores por meio de processos seletivos de designação temporária e cargos comissionados, contrariando inclusive a Constituição Federal que estabelece a necessidade de concurso para atuação no serviço público salvo raras exceções. No entanto, o governador Hartung, continua a usar a estratégia da troca de cargos para ganhar aliados no executivo e até mesmo no judiciário para evitar que deputados e juízes fiscalizem o executivo estadual, exemplo disso é a concessão do auxílio-alimentação que deveria ter sido pago desde o ano passado, mas o TJ-ES impediu o pagamento sem nenhuma justificativa.
Enquanto isso, os servidores continuam sem terem seus direitos respeitados, com um governo que nega o reajuste anual, não concede o auxílio-alimentação, não concederá abono e sequer aceita estabelecer um diálogo em uma mesa de negociação conforme determina a legislação estadual.
O Sindipúblicos repudia a política do governo Hartung de não valorização dos servidores e sucateamento dos serviços prestados a população e irá tomar as medidas jurídicas cabíveis denunciando aos organismos competentes as violações de direitos trabalhistas desse governo.
Não aceitamos o discurso da crise, já que até o momento o governo Hartung se nega também a divulgar os dados das contas do Estado, sem fornecer as informações solicitadas pelos sindicatos que compõe o Fespes, como os valores da sonegação e das renúncias fiscais praticadas pelas empresas. O que existe no Espírito Santo é uma crise moral e ética, onde o governo tira da população para fazer caixa e agraciar os financiadores de campanha, seja por meio de projetos como o Escola Viva, seja por meio de renúncias fiscais.