Greve Geral | Servidores devem estar atentos contra assédio moral e ações antissindicais

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A participação em movimentos sindicais, como greves e assembleias, é um direito legítimo de todo servidor público, inclusive daqueles em estágio probatório. No entanto, relatos recentes indicam que alguns trabalhadores têm enfrentado situações que podem gerar insegurança ou constrangimento no ambiente de trabalho. Por isso, é fundamental reforçar a importância da informação e da orientação para que todos possam exercer seus direitos com tranquilidade.

Após assembleias recentes, servidores relataram que gestores têm adotado discursos e atitudes que, mesmo de forma velada, desestimulam a adesão aos movimentos. Um exemplo citado foi a insinuação de que viagens técnicas previamente planejadas seriam canceladas por conta da greve, como se a paralisação fosse um obstáculo à continuidade das atividades. Esse tipo de abordagem pode gerar receio entre os trabalhadores e comprometer o direito à livre organização.

Também foram mencionadas práticas de monitoramento excessivo, como o controle dos horários de login e logoff nos sistemas institucionais, especialmente direcionado a lideranças sindicais. Essa conduta, além de ignorar a dinâmica do trabalho que inclui reuniões externas e vistorias técnicas, pode ser interpretada como uma forma de perseguição ou tentativa de intimidação.

Outro ponto de atenção é o tratamento dado aos servidores em estágio probatório. Embora estejam em fase de avaliação, esses profissionais têm o mesmo direito de participar de mobilizações e não podem ser penalizados por isso. Qualquer tentativa de inibir essa participação pode configurar assédio moral e violação de direitos constitucionais.

Lembramos que a avaliação dos servidores está pautada na vida funcional e técnica, e que o gestor não pode avaliar o servidor pela defesa da qualidade de trabalho e melhorias salariais.

É importante destacar que essas situações não devem ser encaradas com medo, mas com responsabilidade e informação. O objetivo não é gerar alarme, e sim orientar os servidores para que saibam identificar condutas inadequadas e buscar apoio quando necessário. A atuação sindical e a mobilização coletiva são pilares da democracia e devem ser respeitados em qualquer ambiente de trabalho.

Caso algum servidor se sinta pressionado ou inseguro, o Sindipúblicos está sempre à disposição para a defesa da categoria e oferecer suporte e encaminhamentos adequados.

 

 

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Texto: Douglas Dantas Foto: Divulgação