

Em protesto contra as drásticas mudanças propostas unilateralmente por Temer por meio das reformas Trabalhista e Previdenciária, os servidores públicos e demais trabalhadores em todo o país realizaram uma grande Greve Geral atingindo todos os setores da economia na maioria das cidades brasileiras. No Espirito Santo, inúmeros servidores estiveram presentes protestando também contra a política do governo Hartung que tem negado direitos constitucionais como a não reposição salarial e ainda denunciando os escândalos de corrupção do executivo estadual junto à Odebrecht.
O Brasil acordou hoje com bloqueios em rodovias e nas principais vias, sem transporte público e até mesmo com restrições ao transporte aéreo, mostrando ao governo a força dos trabalhadores diante a insatisfação com a falta de uma política governamental eficiente que atenda as demandas da sociedade e não apenas retire direitos com a frágil desculpa de reaquecimento da economia.
Na Grande Vitória, os trabalhadores fecharam as principais vias que ligam as cidades metropolitanas como a Terceira Ponte, Segunda Ponte, Rodovia Carlos Lindenberg, Norte Sul, BR 101 entre outras. Situação semelhante no Interior do Estado, em que principalmente trabalhadores rurais, um dos mais atingidos com a Reforma da Previdência, foram para as rodovias que cortam o Estado denunciar que, em caso de ser aprovada, a economia da maioria dos municípios capixabas serão atingidos.
Pela manhã os trabalhadores se manifestaram nos bloqueios, de onde seguiram à tarde para a frente da Federação das Indústrias do ES (Findes), entidade emblemática por defender a redução dos direitos trabalhistas na justificativa de redução de custos ao consumidor, o que na prática mostra-se uma falácia.
O Sindipúblicos reforça a importância dos servidores e toda sociedade continuarem mobilizados cobrando dos senadores que não aprovem a Reforma Trabalhista, votada recentemente na Câmara dos Deputados, e também que os parlamentares não aprovem a Reforma da Previdência. É preciso que todas as propostas sejam efetivamente discutidas junto à sociedade. E defendemos que a principal reforma necessária no país é de gestão e moral. É inaceitável que políticos envolvidos em escândalos de corrupção, sonegação fiscal, trabalho escravo, votem leis que irão prejudicar toda a sociedade, mas mantém privilégios milionários como o fundo partidário (R$ 819 milhões em 2016) que serve em sua maioria apenas para sustentar propagandas políticas enganosas.
Nas próximas eleições, a sociedade precisa fazer uma grande faxina eliminando os políticos que ainda em 2017, continuam agindo como coronéis ignorando o povo e governando em benefícios próprios.
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