Em reunião, no início da tarde desta segunda-feira (31), o Governo do Estado continuou negando a concessão das reivindicações dos servidores. A justificativa do secretário de Gestão e Recursos Humanos, Pablo Rodnitzky, foi que o governo Casagrande é o que mais investiu no funcionalismo público. “Só de 2011 para cá já foram investidos mais de 1 bilhão no funcionalismo público para o alinhamento das carreiras”.
Dados esses confrontados com outros apresentados pelos servidores: apenas o Incaper, gerou receitas de 1 bilhão para o Estado; o Ipajm devolve mais de 28 milhões ano ao governo, o Detran também é uma grande fonte de renda, além de diversas autarquias que são superavitárias e geram divisas para o Estado. Esse mesmo governo que nega a pauta de reivindicação dos servidores, concedeu, segundo a imprensa, benefícios da ordem de quase 2 bilhões para o empresariado nos últimos anos.
“Esse dado não condiz com a realidade, Secretário. E caso realmente o Espírito Santo estivesse sem dinheiro, precisam fechar os ralos do Estado, como os aluguéis e condomínios milionários; renúncias fiscais, sem contar o inchaço de cargos comissionados e designação temporária, que gera prejuízos ao setor público” comentou Haylson de Oliveira.
Durante toda a reunião, os servidores se mostraram indignados com a forma com que o Governo tem recebido os servidores. “Mais uma vez notamos que o governador Casagrande tenta nos enrolar e envia mensageiros sem autonomia e argumentos sólidos para negociar” comenta Gerson Correia de Jesus, presidente do Sindipúblicos.
Apesar de dizer durante o Bom Dia ES, na Tv Gazeta, que o Estado já teria estudos sobre os ítens de reivindicação, durante a reunião, a subsecretária de Gestão, Sandra Bellon não apresentou esses estudos.
Ao final da reunião, por iniciativa do subsecretário Charles Dias de Almeida, conseguimos um comprometimento de que o Governo vai responder de forma fundamentada a pauta de reivindicações. Até que se tenha uma resposta fundamenta e séria, os servidores continuam em Greve por tempo indeterminado.
Primeiro dia
A GREVE GERAL no funcionalismo público começou na madrugada dessa segunda-feira (31) e teve adesão de toda a base de representação do Sindipúblicos, que representa os servidores de 51 autarquias e/ou secretarias.
Entre os serviços que tiveram alteração em seu funcionamento estão: Detran (Ciretrans, Biometria, Exames, Emissão de CNH); IPAJM (Perícia e Atendimento); IDAF (Licença Ambiental; Transporte de Alimentos, Laboratórios); Incaper (atendimento ao agricultor; pesquisa e extensão); IOPES (Fiscalização das obras); Iema (Licenças e Outorgas); Tv Educativa (Programação Local suspensa); Sedu (Secretaria Escolar); entre outros.
Orientamos a população que, antes de sair de casa, busque informações se o atendimento necessário estará funcionando.
Errata
Diferente do divulgado nas redes sociais e na imprensa, segue abaixo os valores do auxílio-alimentação pago aos servidores:
TJES
R$ 820 (servidores); R$ 1.679,00 (magistrados)
Assembleia
R$ 800 (servidores); Deputados (não têm o benefício)
MPES
R$ 803 (Servidores); R$ 1.679,00 (promotores e procuradores)
TCES
R$ 800 (servidores); R$ 1.679,00 (conselheiros)
Executivo
Servidores recebem R$ 176 (40 horas); R$137 (30 horas). O Estado não paga para os que recebem por subsídio.