

Mesmo após manifestações contrárias deste Sindicato e dos servidores, com a realização de assembleia e reunião com a Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa, o governo do Espírito Santo realizou a ‘privatização’ da Orquestra Sinfônica do Espirito Santo (OSEs).
Em publicação no Diário Oficial, a Secult anunciou recentemente o resultado final do processo n. 2020-OLFQ4 em que declara que a Coes – Companhia de Ópera do Espírito Santo é a vencedora do edital 001/2022 para gerenciamento da Orquestra, “instituição que integra a estrutura organizacional da Secretaria de Cultura do Estado do Espírito Santo, conforme definido na Lei Complementar 391/2007”. Segundo o edital, a Coes receberá do governo capixaba R$7,5 milhões para atuar no gerenciamento da OSES.
COES
A Companhia de Ópera do Espírito Santo é a realizadora, dentre outros projetos, do Festival de Música Erudita do Espírito Santo. Foi fundada em 2011 pelo Diretor Presidente Tarcísio Santório.
Orquestra
Fundada em 1977 como Orquestra de Câmara, em 1986 foi reestruturada para Sinfônica. Atualmente conta com 57 músicos: 22 efetivos e 35 em contrato temporário.
Com a entrada da COES para gerenciamento, parte desses músicos serão contratados por meio da CLT, sem vínculo com o Estado, fragilizando assim o caráter público e a autonomia da Orquestra.
Durante a reunião com a Comissão de Cultura, em junho de 2022 esse foi um dos pontos alertados pela diretoria do Sindipúblicos e também servidores.
“O Concurso público seria muito mais interessante, não só institucionalmente por garantir por décadas aquela Instituição. As pessoas são o maior legado de qualquer instituição” comentou a servidora efetiva da Orquestra, Gina Denise.

O diretor do Sindipúblicos José Roberto, na época já alertava sobre a necessidade de uma ampla discussão. “Mais uma vez os servidores e o Sindicato não foram chamados a discutir. Não aceitamos que verbas públicas sejam geridas por entes privados. Até o momento não vimos nenhum benefício em ter uma OS na Orquestra. Se tem problema de gestão, a Seger deveria ser acionada. Se a questão é falta de pessoal, concurso público é o caminho. Se é a autonomia, que discuta a transformação da Orquestra em uma autarquia”.
O Sindipúblicos continuará cobrando do Governo do Estado que se estabeleça diálogo com os servidores e realize a contratação de servidores por concurso público, só assim entendemos ser garantida a manutenção de uma instituição histórica no cenário artístico-cultural capixaba como é a OSES.
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Foto: Divulgação/Secult – Marcelo Siqueira e Ales
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