

Diante da negativa do governo em negociar com os trabalhadores, a paralisação marcada para o dia 13 de agosto tem ganhado as ruas e a adesão cada vez maior dos servidores ligados aos poderes legislativo, executivo e judiciário.
A previsão é que a partir da zero hora da próxima quinta-feira, 13 de agosto, os principais serviços de atendimento à população estarão paralisados, funcionando apenas serviços de urgência e emergência.
Na data, o Fórum das Entidades dos Servidores Públicos (Fespes), que reúne mais de 20 sindicatos e associações, estará organizando várias atividades nos locais de trabalho dos servidores, como café da manhã, panfletagem e atos públicos. Os servidores devem procurar seus delegados sindicais para em conjunto contribuir na organização das atividades programadas.
A paralisação é em razão da omissão do Governo do Estado e demais Poderes quanto ao pagamento da revisão geral anual (com base na inflação do período), definição de uma data-base para reajuste anual, regularização da concessão do auxílio-alimentação para as categorias que não recebem tal benefício e a criação de uma mesa permanente de negociação, conforme determina a Lei Complementar n.º 46/1994.
Esse dia de mobilização é também um ato de repúdio ao sucateamento dos serviços públicos prestados à sociedade. O desmantelamento do sistema de saúde está causando mortes e sequelas à população capixaba. A falta de verbas mínimas para a segurança pública está colocando o Estado e a sociedade em um caos. A educação está sem investimentos, apenas programas que beneficiam alguns empresários, como é o caso do Escola Viva, que já nasceu morta, está recebendo verba do governo, enquanto fecham-se turmas nas demais unidades de ensino, superlotando salas de aula e sobrecarregando os professores. A sociedade capixaba abraçou o Paulo e agora Hartug.
Vale relembrar que a paralisação do dia 13/08 é um direito constitucional dos trabalhadores, portanto, nenhum servidor, nem mesmo quem está em estágio probatório, pode ser retaliado por participar, pois se trata de um direito constitucional (vide Súmula 316 do STF e seguintes julgados RREE 220.132, 248.801-RS, RE 213.449 e RE 215251/RS).
Essa manifestação dos servidores foi definida na assembleia geral unificada do dia 23 de julho e, segundo a Lei de Greve Estadual, o governo tem 30 dias para abrir canais de negociação com os trabalhadores. Ao final deste prazo, que se encerra no dia 23/08, caso a Administração Hartung não dê respostas às reivindicações, os servidores deliberarão sobre a greve geral. O indicativo é de paralisação do Estado a partir do dia 24 de agosto.
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