

Em menos de dois meses, o governo federal já encaminhou a demanda dos seus servidores. Após reativar a Mesa Nacional de Negociação Permanente, divulgou neste 16 de fevereiro o primeiro estudo de reajuste aos salários e auxílio-alimentação.
Nessa primeira rodada de negociação, o governo Lula propõe aos servidores federais um reajuste de até 9% nos salários e de 43,6% no ticket-alimentação passando de R$ 458,00 para R$ 658,00.
Enquanto isso, o governo estadual de Casagrande, que vêm de uma reeleição, até o momento não oficializou nenhuma proposta em resposta à pauta dos servidores estaduais.
Com isso, as perdas salariais a cada dia que passa aumentam prejudicando a sobrevivência de milhares de servidores. Só nos últimos anos são 54,8% (INPC-IBGE) de perdas sendo 20,43%* apenas nos últimos quatro anos de Governo Casagrande.
“Nós levamos a pauta da categoria, aprovada no Congresso ainda no dia 13 de setembro quando o governador era candidato à reeleição. Apesar dele ter se comprometido a nos receber em novembro e estabelecer uma mesa de negociação permanente, até o momento não tivemos resposta dessas demandas. Ele se comprometeu a enviar o projeto de recomposição salarial no início das atividades parlamentares. Mas até agora o projeto não foi enviado para discussão e votação na Assembleia Legislativa e nem as entidades sindicais foram recebidas.” comenta Iran Caetano, presidente do Sindipúblicos.
“É preciso que o governador olhe no que está acontecendo no plano federal onde já se estabeleceu uma mesa de negociação permanente entre o governo e os servidores públicos e aqui no Estado do Espírito Santo até o momento não tivemos sequer a nomeação do subsecretário de relações sindicais.” complementa Rodolfo de Melo vice-presidente.
Por isso, o Sindipúblicos está reforçando sua Campanha Salarial 2022/2023 e convocando um ato para o próximo dia 07 de março!
* Perdas salariais calculadas com base no IPCA/IBGE de 01/2019 à 12/2022 (26,93%), subtraídos os dois reajustes concedidos pelo Governo Casagrande de 3.5% em 2019 e de 6% em 2022, somados 3% referente a alteração da alíquota previdenciária prevista na Lei 931/2019.
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Foto: PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO