Em entrevista à CBN, governador não garante reajuste ao funcionalismo estadual

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Mais uma vez justificando a crise e sem apresentar números concretos, o governador ao ser questionado sobre quando e quanto seria o reajuste ao funcionalismo público estadual, não garantiu nenhum percentual.

“Vamos ver como a vida nos leva este ano. Não sei como a receita irá se comportar” respondeu o chefe do executivo estadual.

Na mesma entrevista concedida à rádio CBN Vitória na manhã desta terça-feira, 14 de abril, o governador confirmou que a partir de hoje a Sejus irá iniciar a nomeação dos concursados, realizando assim a “substituição” de servidores DT’s por efetivos.

Espera-se que esta medida também seja tomada no Iases, uma vez que o Instituto conta com 1401 DT’s e 116 comissionados para apenas 347 efetivos. Além de ser realizado concurso público em todas as demais secretarias, fundações e autarquias, já que em sua maioria, cargos efetivos tem sido ocupados ilegalmente por servidores temporários. “Vamos devagar realizar essa mudança, já que não terá custos para o Estado” afirmou o governador quanto a substituição de DT’s na Sejus.

Diante o discurso do governo em não confirmar o reajuste anual ao funcionalismo público, o Sindicato irá convocar assembleias setoriais e uma Assembleia Geral Extraordinária para junto com a categoria definir as ações a serem tomadas.

Perdas Salariais

Considerando o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), os salários dos servidores públicos estaduais tiveram uma perda de 70,21% desde 2002.

Só nos últimos doze meses, a inflação já comeu mais de 6,53% do poder de compra dos trabalhadores, se somados ao congelamento do auxílio alimentação, que desde 1997 não é reajustado, o empobrecimento da categoria no Estado ainda é maior.

Esses dados são agravados pela falta de uma data base somados aos reajustes abaixo da inflação concedidos pelo governo estadual nos últimos anos, fatores que só comprovam que falta uma política de valorização profissional da categoria.

Auxilio Alimentação

O auxílio alimentação dos servidores estaduais teria que ser no valor de R$ 550 para os servidores que atuam por 6 horas e R$734 para 8 horas diárias, já que a inflação acumulada desde 1997, quando foi estabelecido o benefício, já acumula 317% baseado no IGPM.