No novo Plano de Carreiras apresentado recentemente, o Estado pretende extinguir os cargos de tecnólogos na administração estadual. A medida gerou insatisfação entre os profissionais que entre outras alegações, afirmam que em circunstâncias normais já encontram dificuldades para se inserir no mercado de trabalho. Caso o projeto avance, os tecnólogos denunciam que ficariam impedidos de concorrer a cargos públicos no Estado.
Aos tecnólogos, os representantes da Secretaria de Gestão de Recursos Humanos (Seger) explicaram que a medida é desdobramento de um estudo feito pela Fundação Instituto de Administração (FIA) para a estruturação de carreiras do Estado. A extinção do profissional tecnólogo, tem como fundamentação da FIA o fato de que “as características organizacionais das Instituições, no futuro, não comportariam uma estrutura específica para o cargo tecnólogo”. O posicionamento do governo causou certa estranheza no que tange à aceitação do profissional tecnólogo por parte da Administração Pública Estadual. O estudo não promoveu qualquer diferenciação entre outras formações de nível superior tais como licenciados e bacharéis, e ao tecnólogo, coube a proposta de extinção.
Os profissionais tecnólogos sentem-se injustiçados com a proposta encaminhada, uma vez que tal categoria tem contribuído ao longo dos últimos anos nas análises dentro de seus campos de conhecimento. Tal postura contrapõe-se ainda às conversas que se tem realizado junto a SEGER, direcionadas a possibilitar igual tratamento entre todas as carreiras de nível superior, bem como a regularização das atribuições do cargo Agente Tecnólogo de forma compatível com dos demais profissionais.
Os servidores reforçam que a formação de tecnólogos é incentivada pelo governo federal para atender a demanda imediata de profissionais de nível superior no país. Atualmente, existem mais de 100 cursos de tecnologia aprovados pelo MEC em pleno funcionamento no Estado tanto em instituições públicas quanto privadas de Ensino Superior. Na contramão deste processo de inserção profissional e das discussões de fortalecimento e reconhecimento da capacidade técnica, os tecnólogos denunciam que o governo estadual está gerando um grave problema com esta categoria, caso decida levar adiante a proposta apresentada. Por fim, os profissionais, avaliam que tal atitude como preconceituosa por parte da administração que configura uma clara oposição aos esforços empenhados pelo Ministério da Educação (MEC).