Falta de investimentos aumenta homicídios no Estado ultrapassando os de 2016

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Diferente do que tem sido divulgado pelo governo, o índice de violência aumentou comparado aos onze meses de 2017 aos doze meses de 2016. Enquanto no ano passado foi registrado 1.181 homicídios, até o dia 30 deste ano o Espírito Santo já registrava 1.296 mortes violentas.
Para o deputado Da Vitória, que denunciou os dados, embora o mês de fevereiro – quando houve a paralisação da PM – tenha registrado o dobro de mortes em relação ao mesmo período do ano anterior, os índices continuaram crescendo ao longo do ano. Em 10 dos 11 meses de 2017 houve mais mortes do que em 2016. Mesmo em janeiro, antes da paralisação, houve 97 mortes, sendo que em 2016 foram assassinadas 94 pessoas.
Para especialistas no assunto, o aumento no índice de violência no Espírito Santo reflete a falta de políticas públicas e de investimentos no pessoal e infra-estrutura aos agentes de segurança. Além dos baixos salários e do congelamento dos vencimentos com quatro anos sem revisão inflacionária, os policiais civis e militares enfrentam restrições na estrutura mínima necessária para atender às demandas. Da falta de fornecimento de coletes até ao racionamento de combustível são fatores que influenciam na atuação ostensiva de combate à violência.
Enquanto reduz o investimento em segurança pública, uma das áreas mais sensíveis e primordiais à toda sociedade, o governo anuncia uma previsão de gastar mais de R$ 40 milhões em publicidade em 2018.
É preciso que a população cobre dos deputados e do governo Hartung que os agentes de segurança pública, bem como os demais servidores, realizando a revisão geral anual, bem como garantindo todos os insumos necessários para atender a sociedade. No próximo ano, os capixabas devem limpar das urnas cada um dos políticos responsáveis pelo índice de violência crescente.