
Os examinadores do Detran, que realizam as provas práticas, denunciam a falta de segurança durante a avaliação dos candidatos.
Recentemente, mais um caso de violência foi registrado. Após ser reprovado em uma baliza, um candidato começou a quebrar objetos utilizados na prova e querer agredir os examinadores. A situação só não piorou devido um dos servidores também ser policial civil e conseguir, com a ajuda dos demais, imobilizar o candidato e dar voz de prisão. Ao checar a documentação, descobriu-se que o agressor era foragido da Justiça e condenado por assalto a mão armada e homicídio.
Outros casos semelhantes já ocorreram, onde examinadores tiveram seus carros arranhados e foram ameaçados. “Teve uma vez que um candidato quis bater em um colega nosso com um pedaço de ferro, mas conseguimos imobilizá-lo”, comenta Helena da Vitória Ribeiro, examinadora e servidora do Detran.
O Sindipúblicos reforça a necessidade do Detran oferecer segurança aos examinadores e candidatos garantindo policiamento durante a realização das provas.
Outro ponto levantado pelos examinadores é que o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) não exige a certidão de antecedentes criminais dos candidatos, com isso, mesmo foragidos da Justiça podem facilmente retirar um documento válido em todo território nacional, que é a Carteira Nacional de Habilitação, desde que seja aprovado nas provas práticas e teóricas do Detran.
“É preciso repensar essa legislação. Atualmente vivemos uma grande insegurança, tanto pra quem aplica, quanto pra quem está lá fazendo a prova. Já que um indivíduo de alto risco à sociedade pode fazer a prova, inclusive armado, e colocar em risco toda a sociedade” comentou Janio Araújo, examinador do Detran, e policial civil e diretor do Sindipol, Sindicato dos Policiais Civis no Estado do Espírito Santo.
Diante dos fatos, o Sindipúblicos já está tomando as devidas providências junto ao Detran no intuito de cobrar que esse garanta segurança aos examinadores e candidatos durante as provas.