Após quase uma hora de reunião, com respostas negativas e nenhuma concessão do Governo Casagrande às reivindicações da categoria, o secretário de gestão e recursos humanos Pablo Rodnitzky disse aos trabalhadores: “é preciso ter fé”.
“A falta de respeito do Governo com os servidores e o Sindicato nessa reunião foi descomunal, colocaram um secretário sem autonomia e sem respostas objetivas às reivindicações dos servidores, um dublê de interlocutor. Não bastasse isso, soltou a máxima de que a solução para os servidores e a sociedade é ter fé. Precisamos de um governo sério e técnico, não de líderes religiosos debochados” desabafa Haylson de Oliveira, diretor do Sindipúblicos.
Com a posição do Governo, os trabalhadores irão deliberar em Assembleia Geral Unificada na próxima quinta-feira (27) às 9h30 no auditório do Alice Vitória Hotel “o exercício do direito de greve nos termos da Lei Complementar Estadual n.º 7.311/2002”.
Segundo o secretário, a justificativa é que a máquina pública não comporta nenhuma das concessões devido oneração à receita do Estado. Quanto a insalubridade, Pablo reforça que o Governo já concedeu à Saúde, questionado sobre quando atenderia aos demais servidores, não soube informar. O auxílio-alimentação, ele concorda que existe um disparate quanto ao valor pago à outros servidores, mas entende que é um direito dessas outras categorias pois possuem autonomia. Sobre as perdas salariais e fixação de data base, a justificativa foi “o governo federal não conceder reposição anual e nem possuir data base”; sobre o auxílio-creche, também disse não ter nenhum posicionamento.
“Após essa reunião, ficou claro que não teremos conquista se não formos à luta. Agora é com a categoria, que precisa realmente estar presente. Vamos seguir todos os trâmites legais e contamos com a força da categoria.” comenta Gerson Correia de Jesus, presidente do Sindipúblicos.
Servidores Públicos de todo o Estado aderiram a Paralisação Geral nesta quarta-feira (19). Durante toda a manhã, os trabalhadores estiveram reunidos em frente ao Palácio da Fonte Grande, no Centro de Vitória. À tarde, uma comissão foi recebida pelo secretário de gestão e recursos humanos Pablo Rodnitzky.
Durante todo o dia, as falas eram verdadeiros desabafos sobre as péssimas condições de trabalho que os servidores públicos estaduais têm enfrentado; o uso indevido da máquina pública pelo governador e diretores de autarquias/órgãos para beneficiamento políticos e a falta de uma política de valorização profissional.
Devido a Paralisação, setores de vários órgãos e autarquias foram afetados, entre esses os atendimentos ao público no IPAJM, Detran e Iema, bem como funções técnicas e administrativas na TV Educativa, Seger, Incaper, entre outros.
A pauta de reivindicação da categoria é:
a) Concessão do auxílio-alimentação para os servidores que recebem por subsídio;
b) Reajuste do auxílio-alimentação pelo IGPM (R$ 705,00);
c) Política de gestão de pessoas que contemple as demandas dos servidores;
d) Reposição das perdas salariais, fixação da data base em mês específico;
e) Regulamentação do adicional de insalubridade, previsto na Lei Complementar 046/94;
f) Regulamentação do auxílio-creche.