Diretora do Sindipúblicos é homenageada em sessão solene “Mulheres que Fazem História no Espírito Santo”

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A diretora de assuntos jurídicos Renata Setúbal foi uma das 30 homenageadas da sessão solene “Mulheres que Fazem História no Espírito Santo” na noite desta quarta-feira, 30 de maio, na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, à convite do mandato da deputada Camila Valadão .

A sessão reconheceu cidadãs capixabas que se destacam em diversas áreas, desde as ciências e artes até os esportes, comércio, indústria, agricultura, organizações sociais, educação, saúde, religião, ciências jurídicas e defesa dos direitos das mulheres. Durante essa solenidade, as homenageadas receberam a comenda de honra ao mérito “Maria Ortiz”.  

Trajetória

Renata lembra de sua trajetória na luta por direitos que começou desde sua infância, na convivência familiar. “Sou filha de sindicalista, minha mãe, Denise Setúbal. Desde criança convivendo com minha mãe defendendo o direito dos trabalhadores, combatendo as desigualdades. Minha mãe sempre participou da diretoria de sindicatos, de movimentos de esquerda”.

Mas foi em 1992 um dos grandes marcos na vida de Renata. “O primeiro contato que tive na minha vida com a luta mesmo foi com o Impeachment do Collor. Tinha quinze anos, era estudante do Vasco Coutinho e foram feitas algumas mobilizações, fechamos rua e terminal. Mais tarde, já na Escola Agrotécnica de Santa Teresa (atual Ifes) participei do grêmio estudantil e também da cooperativa de alunos, vendendo o que produzimos como benefício para os próprios alunos”.

Após seu período de formação, Renata continuou a luta por onde esteve em sua vida profissional. “Passei no concurso do Incaper, atuando sempre na extensão rural. Com os movimentos sociais do campo tive a oportunidade de trabalhar em um acampamento do MST, hoje um assentamento, em Linhares, convivi com essas lideranças por muito tempo. Depois, fui para a diretoria da Associação dos Servidores do Incaper (Assin) por três mandatos. Participei da diretoria executiva da Federação Nacional dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e da Pesquisa, do Setor Público Agrícola do Brasil (Faser), e depois vim para o Sindicato, onde estou no segundo mandato. Nosso trabalho foi reconhecido na Assin e na Faser. Coletivamente, entendemos que era preciso ir para o Sindicato e fortalecer a luta de todos os servidores” 

Sobre sua bandeira de luta, Renata avalia que um conjunto de fatores movem a permanência dela na atuação sindical. “A desigualdade social e a justiça social vêm encabeçando junto a outros fatores como os direitos dos trabalhadores, das mulheres, principalmente a questão do assédio sexual, da vida das mulheres, hoje em dia tão banalizada, com essa violência e feminicídios. Também a defesa dos direitos dos servidores, passamos por quatro anos de governo Bolsonaro que tirou vários direitos, agora temos como prioridade reaver esses direitos”.  

A sessão, realizada no Plenário Dirceu Cardoso, foi organizada pela Comissão de Direitos Humanos em conjunto com o mandato da deputada Camila Valadão (PSOL).

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Foto: Ales/ Victor Thomé