


Deyse Lemos (Secretária de Cultura); Paulo Mendes da Rocha (arquiteto da Obra); primeira-dama Cristina Gomes (idealizadora do projeto) e Hartung durante lançamento do Cais das Artes.
Apesar dos gastos exorbitantes, e dos vários indícios de corrupção, o governador Hartung irá lançar edital, de R$ 4 milhões, pra contratar uma empresa apenas para gerenciar as obras do Cais das Artes. Projetado pelo renomado arquiteto capixaba Paulo Mendes da Rocha, sua única grande obra em terras espírito-santenses não conseguiu até o momento ser inaugurada.
Idealizado na época pela primeira dama do Estado, Cristina Gomes, o Cais das Artes foi lançado ainda em 2010 com previsão de inauguração em 2012. Até o momento já consumiu mais de R$ 126 milhões e ainda não foi entregue à população. Para concluir a construção, estima-se ser necessário mais R$80 milhões. Ou seja, somando-se todos os custos, se um dia o museu de Hartung sair do papel terá um custo estimado em R$211 milhões.
Nota-se assim a incapacidade da gestão do Iopes, responsável por fiscalizar e gerenciar as obras estaduais, em realizar suas funções estatutárias, precisando privatizar uma demanda que seria interna, ocasionando ainda mais custos aos cofres públicos.
Há de se ressaltar o custo milionário em um governo que se diz não ter dinheiro para sequer pagar verbas alimentares dos servidores e manter serviços básicos à população, fechando escolas, leitos de hospitais e até cortando a gasolina das viaturas.
O que a sociedade espera é que o Estado, os órgãos de controle como como Tribunal de Contas, Ministério Público, Assembleia Legislativa deveriam exigir das empresas contratadas a conclusão da obra e devolução dos valores pagos referentes ao não cumprimento contratual.
Os indícios de corrupção são tão graves que, segundo informações divulgadas na imprensa, o governo pagou R$ 12,5 milhões na compra de equipamentos que nunca foram entregues.
Até quando os órgãos de fiscalização e controle continuarão brandos aos casos de corrupção no governo estadual? Enquanto empreiteiros e políticos são responsabilizados em todo o país, por valores bem menores dos escândalos capixabas, o Espírito Santo parece uma terra de fantasias, onde políticos e empresários continuam impunes.
Com informações de A Gazeta e Metro