Destaque para os encaminhamentos do Seminário Saúde e Sociedade

Sindipúblicos convoca assembleia no IPAJM dia 22/08 às 09h
22 de agosto de 2013
Servidores do IPAJM suspendem greve
23 de agosto de 2013

O Fórum Capixaba em Defesa da Saúde Pública realizou, nos últimos dias 15 e 16, no auditório do IC2 CCHN – UFES, o Seminário Saúde e Sociedade, em que foi lançada a campanha contra a Privatização da Vida.

Dentro da programação do evento, aconteceram debates com Grupos de Trabalho sobre os seguintes assuntos: o Controle Social; a política de saúde mental; a saúde do trabalhador do SUS; os modelos privatizantes de saúde e a determinação social do processo saúde e doença.

Em relação ao Controle Social, os Grupos propuseram a ideia de fomentar a realização de Assembleias Populares de Saúde e de Conselhos locais, uma forma de envolver mais pessoas no processo e dar mais oportunidade para sugestões. Assim como, querem fazer uma Interiorização das atividades e encontros em finais de semana, para conseguir maior participação dos servidores e da população.

Eles também sugerem que seja criada uma comissão de Controle Social, responsável tanto pela formação de conselheiros e pessoas interessadas no tema, quanto pelo acompanhamento e monitoramento do conselho estadual e dos conselhos municipais.

Já na área de Saúde Mental, ficou estabelecido a criação de uma comissão de trabalho sobre o tema; mapear e fazer uma aproximação maior com os movimentos sociais e grupos de estudos da área; acompanhar os projetos de lei referentes à Saúde Mental, no nível estadual e municipal; realizar um TERCEIRO ATO pelo fechamento da Clínica Santa Isabel, pelo fechamento do HEAC/ Adalto Botelho e pela criação de leitos psiquiátricos em hospitais. Assim como, os Grupos de Trabalho pedem o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial, no qual são contra qualquer ato relacionado a manicomialização.

Sobre a saúde do trabalhador do SUS ficou determinada a luta pela regulamentação das jornadas de trabalho em 30 horas para todos os profissionais de saúde e, também, pela regulamentação dos pisos salariais. E para que essa luta seja justa reivindicam representatividade nas negociações da classe. Outro ponto destacado é o treinamento dos trabalhadores da saúde, em relação ao atendimento e, principalmente, sobre a parte de segurança no ambiente de trabalho.

E no que se refere aos modelos privatizantes de saúde e a determinação social do processo saúde e doença, os Grupos de Trabalhos apontaram vários pontos de discussão, entre eles: a reafirmação do caráter público do Sistema Único de Saúde (SUS); as ações contra as privatizações; a formação de comissões para mediar conflitos entre trabalhadores; conseguir dar maior visibilidade ao descaso do poder público com a saúde da população carcerária e, também, efetivar conselhos gestores

Pelo Sindipúblicos, participaram os diretores José Roberto Gomes, Aryone Bourguignon e Lucia Helena Reis Costa. E para o diretor José Roberto, o evento teve um resultado muito positivo para o movimento. “Vimos que os Grupos de Trabalho possuem inúmeros desafios, com muitas propostas para discutir e colocar em prática. Porém, o evento foi importante para fortalecer ainda mais a luta pela democracia e por igualdade de direitos.”