
Apesar de alguns deputados defenderem durante seus discursos a isonomia no valor do abono para todos os servidores, nenhum deles foi capaz de defender perante o governador Renato Casagrande um PL substitutivo que revisse o valor do abono que pelo menos fosse igual ao concedido para os servidores dos demais poderes.
Sendo assim, os deputados votaram ontem o abono de 500 reais para os servidores do executivo e de R$ 700 para os servidores da Assembleia Legislativa, do Ministério Público Estadual, do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas do Estado.
Os abonos aprovados serão acrescidos à folha de pagamento de cada instituição, no mês de dezembro. Serão contemplados os servidores efetivos e comissionados, ativos e inativos e pensionistas, sem a incidência de descontos e vantagens pessoais. A previsão é que o governo do Estado credite o valor nas contas dos servidores nesta quarta-feira, 24 de dezembro.
Tanto o governador Casagrande, quanto os deputados, mais uma vez desdenham da importância do funcionalismo público capixaba ao conceder um valor aquém dos demais poderes. O Sindipúblicos entende que o abono salarial “natalino” concedido pelo Estado está bem distante de suprir as dívidas sociais que o poder público tem para com esses trabalhadores. A começar pelo auxílio-alimentação, cujo valor irrisório está congelado há 17 anos em R$ 176,00 (bem menor que nos outros poderes), passando pela falta de condições de trabalho, regulamentação de direitos assegurados no Regime Jurídico Único e de uma política eficaz para aqueles que são responsáveis pelo desenvolvimento dos serviços públicos.