
No lugar de injetar recursos da ordem de R$ 20 milhões/mês, para aquecimento da economia local, proporcionando abertura de negócios e geração de empregos, através da recomposição de 5,56% da remuneração do funcionalismo (IPCA de abril/18 a julho/19), que retornam para o comércio, prestação de serviços e recolhimento de impostos, o governador prefere manter bilhões acumulados em caixa sem argumentação técnico-financeira plausível.
Esse realinhamento das perdas dos servidores refletiria diretamente no aumento do consumo de produtos e serviços, contribuindo para geração de novos empregos. Com essa medida, o governo, conseguiria reduzir a taxa de desempregados no Estado que está em 10.9% no segundo trimestre/2019.
A Federação do Comércio do Espírito Santo estimou prejuízo, ao comércio da Grande Vitória, de R$10 milhões por dia com a paralisação de ônibus pelos rodoviários. Comparando tal estimativa com a decisão do governo Casagrande, pode-se afirmar que a não recomposição de perdas gera prejuízos ao comércio equivalentes a dois dias parados por mês, ou seja, equivaleria afirmar que seria possível a criação aproximada de 10% a mais de novos negócios mensalmente, caso o governo cumprisse as constituições Federal e Estadual.
Vale destacar ainda que, do montante concedido, boa parte retornaria aos cofres públicos através de impostos.
A análise referente a geração de empregos e renda, através da recomposição de perdas, foi demonstrada para a vice-governadora Jaqueline Moraes na reunião junto às entidades representativas dos servidores no último dia 14 de agosto.
Logo, o que se observa até o presente momento é que a decisão da negativa de recomposição inflacionária tem caráter meramente político, visto a inexistência de impedimento legal, fiscal ou financeiro. Os cálculos demonstraram que o servidor perde 03 salários por ano com as perdas inflacionárias. Se somarmos a isso que trabalhamos cinco meses por ano para o pagamento de impostos, restam apenas 05 salários para os servidores arcarem com suas necessidades de alimentação, saúde, moradia, educação, dentre outras, que foram majoradas pela inflação do período.
Para discutir a pauta das categorias, o Sindipúblicos e demais entidades representativas congregadas à Pública-ES convocam toda sua base para uma Assembleia Geral Unificada no próximo dia 30 de agosto, às 10h em frente ao Ed. Fábio Ruschi. Participe!