Covid | ES tem 51 na UTI, 36 mortos e 37.986 contaminados em idade escolar

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O anúncio do retorno às aulas presenciais pelo Governo Casagrande se choca aos dados do número de crianças, jovens e adolescentes com até 19 anos contaminados.

Já são 37.986 infectados nessa faixa etária, sendo que 36 vieram à óbito diretamente pela Covid-19, se somado à demais causas esse número chega à 47 mortos.

Conforme Painel Covid, em 06 de maio, o Estado apresentou 116 internados em hospitais infantis pela rede pública, sendo que 54 em UTI’s.

Brasil

Em todo país, entre fevereiro de 2020 e 15 de março de 2021, a Covid-19 matou pelo menos 852 crianças brasileiras de até nove anos, incluindo 518 bebês menores de um ano, segundo dados do Ministério da Saúde.

Aulas sem segurança

Uma das mais renomadas especialistas sobre a Covid-19 no país, a epidemiologista Ethel Maciel alerta que “não há segurança epidemiológica. A escola não é uma Ilha, você tem que controlar a pandemia fora da escola, pra controlar dentro da escola. O ambiente escolar é propício pras aglomerações.”

Ethel ainda lembra da falta de condições. “A gente tem infraestrutura de salas que não são boas, estudantes que chegam de transporte coletivo, que é mais um risco. Tem que investir protocolos de testagem, finalizar a vacinação dos trabalhadores da educação, pra que eles possam ter mais segurança no retorno. É melhor a gente esperar a pandemia diminuir um pouco. Os números ainda estão muito altos, com óbitos. Isso para que a gente possa proteger melhor as nossas crianças e os nossos trabalhadores”.

Além disso, os protocolos precisam se mais rígidos. A especialista recomenda testagem em massa para a comunidade escolar e principalmente a todos que tiveram contato com suspeitos de contaminação; distribuição de máscaras FF2 e proteção facial.

“É preciso dar condições pra que a gente possa voltar com segurança. Todo mundo quer um retorno, mas precisa nesse momento priorizar a vida, a gente tá vacinando os professores, já estamos vacinando os idosos que essas crianças entram em contato. Então, é uma questão de tempo pra que a gente possa diminuir a transmissão comunitária. A preocupação tem de ser de acelerar a vacinação no Brasil, essa deve ser a nossa preocupação pra que a gente salve vidas e pra que a gente possa retornar as nossas atividades normais, não só escola, mas em vários outros ambientes” avalia Ethel.


Servidores
O Sindipúblicos se manifesta contrário ao retorno sem a imunização. “Todos esses dados mostram a gravidade da pandemia para a comunidade escolar. Esses números podem ser ainda bem maiores visto que a faixa etária costuma ser assintomática, virando um vetor na contaminação de pessoas como os demais profissionais da educação. A abertura das escolas sem vacinação plena é um risco à sociedade. O governo precisa investir em tecnologia e oferecer condições adequadas para que o ensino seja de qualidade no formato virtual ”. comenta Tadeu Guerzet, presidente do Sindipúblicos.