
O Sindipúblicos, em respeito aos seus sindicalizados, bem como aos demais servidores públicos encaminhou ofício ao Governo do Estado cobrando a adoção de medidas que venham proteger a saúde do funcionalismo público estadual diante a pandemia do Covid-19.
Lamenta-se que o Estado não tenha tomado até o momento medidas protetivas aos servidores e à população, mesmo após dias do início da pandemia, com centenas de casos suspeitos e quatro já confirmados no Espírito Santo.
Também devido ao aumento no número de casos, e respeitando as recomendações dos organismos de saúde, o sindicato está suspendendo as atividades públicas como assembleias e reuniões coletivas para evitar possível contaminações. Sendo assim, a assembleia marcada para o dia 18 está cancelada.
Confira abaixo o conteúdo do documento encaminhado ao Governo:
O Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado do Espírito Santo, no uso de suas prerrogativas legais e estatutárias, em cumprimento de seu dever de atuar em prol do funcionalismo público e da prestação adequada de serviços públicos à população capixaba, vem pedir providências para a prevenção de contágio e transmissão de COVID-19 de servidores públicos e usuários dos serviços por esses prestados.
É notório que se encontra em curso no mundo a pandemia de COVID-19, uma doença respiratória aguda causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2).
O primeiro caso de infecção no Brasil foi registrado em 25 de Fevereiro de 2020. No início da tarde do dia 15 de março de 2020, Ministério da Saúde informou que já computara 176 casos confirmados, 1.915 casos suspeitos e 1.470 casos descartados. Posteriormente, no mesmo dia, atualizou para 200 casos confirmados. No Espírito Santo, 4 casos já foram confirmados.
Estimativas do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IMT-FM-USP) apontam que o pico de infecção por COVID-19 deverá ocorrer no Brasil entre o fim de abril e começo de maio, quando se dá o auge das doenças respiratórias no país.
Desse modo, temos alastramento de patógeno com grande capacidade de infecção e que, ainda, não atingiu seu pico de transmissão. Necessário, pois, que se adotem no momento todas as medidas possíveis para prevenção e controle do espraiamento do vírus causador da moléstia.
No que tange ao funcionalismo público, é desnecessário ressaltar que os profissionais que prestam atendimento à população laboram, em sua maioria, em atendimento direto ao público ou em escritórios, laboratórios e outros ambientes fechados de uso coletivo.
Assim, indispensável a adoção de medidas que previnam a infecção desses profissionais e o alastramento do Corona Vírus nos ambientes de prestação de serviço público do Espírito Santo, tal como já feito pelo executivo estadual de outros entes da federação e, v.g., pelo Judiciário do Estado do Espírito Santo.
Dessarte, pedimos a diligência do governo estadual para providenciar para uso dos servidores públicos do estado do Espírito Santo o material necessário para prevenção ao contágio, como máscaras e álcool em gel, bem como a adoção de medidas que visem impedir a concentração de pessoas e o contato interpessoal que não seja estritamente necessário para a continuidade do serviço.
Além disso, pede-se a observação de quarentena para servidores que tenham viajado a locais com alto índice de infectados.