Contradição – Governo mantém secretários de pastas acusadas de irregularidades

Servidores denunciam falta de segurança nos terminais do Transcol
4 de fevereiro de 2015
Risco de morte e desperdício de dinheiro público no Detran
6 de fevereiro de 2015
08092014_casagrande_hartung_secom
Mais uma atitude do atual governo vem corroborar no sentido que a crise financeira alarmada não passaria de um factoide, já que entre os mantidos na atual equipe, estão secretários de pastas acusadas de irregularidades pelo secretário de Controle e Transparência, Marcelo Zenkner.
Além disso, vale destacar que, todos os contratos de obras e serviços do governo Casagrande, que hoje estão sendo questionados, segundo informações do governo anterior, passavam pelas mãos da então secretária de Controle Ângela Silvares, atualmente secretária de Governo do Estado. 
Outro fato contraditório é a manutenção do secretário de Segurança Pública, André Garcia, e o de Justiça, Eugênio Ricas, sendo que no levantamento das contas apresentadas por Zenkner, a Sejus foi a secretaria com a terceira maior despesa sem a devida verba garantida para ela: R$ 11 milhões. Já a Sesp, R$ 928,7 mil. No total, o atual governo afirma que a gestão passada deixou R$ 296 milhões em dívidas sem empenho.
Segundo informações do jornal A Gazeta, os chefes de secretarias citadas como algumas das que realizaram despesas, em 2014, sem que para isso houvesse a devida cobertura orçamentária, decidiram não comentar os números apresentados pelo secretário de Controle e Transparência, Marcelo Zenkner. Em nota, o governo afirma que “Os secretários André Garcia e Eugênio Ricas preferiram não se manifestar porque esse é um debate técnico”. E Ângela Silvares limitou-se a dizer que deixou a pasta em junho de 2014 e que os R$ 1,4 mil em despesas sem empenho são relacionados às atividades do último trimestre do ano.
Conclui-se então que toda a crise financeira do Estado não passaria de um jogo político. Sendo assim, o Sindipúblicos espera que essas acusações entre os dois governos, que devagar começam a serem desmentidas, dê espaço a uma gestão transparente e eficiente. Nesses dois meses de governo, o que se vê é um palanque de muitas acusações e quase nenhuma atitude concreta para melhorar o serviço público prestado à sociedade.
Com informações de A Gazeta