
A precariedade da sede do Iases, localizada no Ed. Portugal, no Parque Moscoso em Vitória é tão grande que os servidores denunciam que para evitar possíveis incidentes, estão sendo obrigados a usarem apenas um PC em cada setor e não ligarem os aparelhos de ar condicionado.
Também relataram diversos casos de pânico, onde devido ao forte cheiro de queimado, saíram às ruas. “Não é a primeira vez, só em 2013 já foram quatro vezes. Começa um cheiro horrível de queimado, ficamos com medo e saímos do prédio. Depois somos obrigados a voltar a trabalhar, mesmo sem nenhum aval técnico. E aí pedem para não ligarmos o ar, e evitar usar os computadores, apenas emergencialmente” relata um servidor.
A última ocorrência foi na segunda, 11 de março. Na ocasião, o Sindipúblicos recebeu diversas ligações de servidores visivelmente abalados e com medo de toda a situação. Reforçaram que tanto o Iopes, quanto o Corpo de Bombeiros já teriam condenados as instalações elétricas do edifício. Para agravar a situação, as escadas não possuem porta corta-chama, como determina a legislação específica.
“É incompreensível que o governo do Estado mantenha tantos órgãos e autarquias em prédios precários, e ainda pagando aluguel. É dever do Estado garantir um ambiente seguro e saudável aos servidores. Vamos exigir que seja cumprida legislação. Não podemos aceitar que a vida dos servidores estejam em risco”, alertou Gerson Correia de Jesus.
Após as denúncias, o Sindicato solicitou imediatamente ao Iases providências quanto a segurança nas dependências do Edifício Portugal e irá tomar todas as medidas jurídicas cabíveis, bem como oficializar as autoridades competentes para vistoriar o prédio.
O diretor administrativo do Iases, Lindomar José Gomes, comunicou que já realizou reuniões com os servidores orientando sobre medidas preventivas que já estão sendo tomadas.