
Recentemente uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) desarticulou uma quadrilha que agia no Departamento de Trânsito do Espírito Santo (Detran) tendo a participação direta de três servidores comissionados.
Conforme já denunciado, o Detran é uma das autarquias com o maior número de comissionados no Estado. Fato que demonstra que esse excessivo número contribui para que o Estado perca o controle da fiscalização, transparência e eficiência no serviço público.
Sem nenhum tipo de seleção pública, transparente e que garanta a qualidade de suas atuações, a maior parte dos comissionados são indicações políticas-partidárias. E sem o devido controle do Estado, alguns se envolvem em casos de corrupção como o noticiado recentemente.
Lamentavelmente, a imprensa capixaba não distingue os comissionados, que são cargos de indicação política, aos efetivos, que atuam após rígidos concursos públicos. Fazendo assim a sociedade culpar os servidores efetivos por fatos cometidos por profissionais apadrinhados políticos.
É preciso que o Estado reveja o exagerado número de comissionados e cumpra a legislação, que determina que os cargos em comissão sejam exceção para chefia, direção ou assessoramento. O Sindipúblicos tem atuado encaminhando representação aos órgãos competentes para que os cargos públicos sejam ocupados devidamente por meio de concursos.