

Juros altos são entrave ao crescimento econômico no país
O Sindipúblicos participará de uma reunião nesta quarta-feira (28) na CUT, com as Centrais Sindicais e movimentos sociais para discutir ações contra a política de juros abusivos praticados pelo Banco Central, presidido pelo bolsonarista, Roberto Campos Neto.
Atualmente a taxa Selic, índice oficial dos juros no país, está em 13,75%, a maior do mundo. A taxa nesse patamar, conforme economistas, prejudica a economia, impedindo a geração de empregos, arrecadação fiscal e consequentemente nos investimentos nos serviços públicos.
“O que vai garantir a retomada econômica e a geração de empregos é a redução da taxa de juros. Na medida em que se reduz a taxa de juros, vai melhorando a economia porque para os empresários a diminuição da Selic é uma sinalização positiva de estabilidade econômica” analisa a economista e pesquisadora do mundo do trabalho, Marilane Teixeira, em entrevista à CUT comenta.

Dívida pública
Com os juros altos, mesmo sem os governos contraírem novos empréstimos, os valores a serem pagos aumentam. Marilane explica que a cada um ponto percentual da taxa Selic corresponde a R$38 bilhões, dinheiro que o governo poderia investir em serviços públicos, gerando novas vagas de trabalho. A economista ainda avalia que a dívida pública não precisava estar vinculada à taxa Selic, poderia ser vinculada ao câmbio, taxa pré-fixada ou outros índices. “O governo não está fazendo dívida nova, mas quando vence um lote, o refinanciamento vem com patamares de juros elevados”, explica.
R$ 1 trilhão em ‘xeque’
A Controladoria-Geral da União (CGU) levantou suspeita de inconsistências de mais de R$ 1 trilhão no Banco Central em 2019, presidido pelo aliado de Bolsonaro Roberto Campos Neto, gerando assim suspeição e possibilidade de cassação por meio de processo a ser aberto pelo Senado Federal.
Mobilizações
Para pressionar o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a baixar a taxa Selic, as centrais sindicais se mobilizam em todo país. “Precisamos pôr um freio na interferência do mercado financeiro nas decisões de interesse da classe trabalhadora. A política de juros altos impede investimentos públicos na geração de emprego formal. A autonomia do Banco Central somente interessa à classe dominante brasileira e prejudica os serviços públicos, corrói as rendas e impede o Estado e o país de crescer. É preciso dar um basta nisso ou vamos continuar nesse cenário de desigualdade, pobreza e subdesenvolvimento” avalia Rodolfo de Melo, vice-presidente do Sindipúblicos que estará presente na reunião.
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Foto: CUT
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