Centrais sindicais alertam: “tesouraço” ameaça serviços públicos, empregos e servidores

Sindipúblicos lamenta o falecimento da servidora aposentada Maria Auxiliadora da Silva, a Dora
22 de outubro de 2026
Alerta de golpe: criminosos usam foto e nome de diretor do Sindipúblicos no WhatsApp
23 de outubro de 2026

Estudo do DIEESE aponta os riscos do corte de R$ 200 bilhões proposto pelo candidato.

O Sindipúblicos reforça o alerta feito pelas centrais sindicais brasileiras sobre os riscos do chamado “tesouraço”, a proposta de cortes de R$ 200 bilhões no orçamento federal defendida pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

O documento é assinado por CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB, Intersindical e Pública Central do Servidor, e se baseia no estudo “Cenários do Tesouraço: efeitos sobre a economia e o mercado de trabalho”, elaborado pelo DIEESE a pedido das centrais.

Os números do estudo

Segundo o DIEESE, somente no primeiro ano o ajuste provocaria:

– queda de 1,55% no PIB;

– eliminação de 2,2 milhões de postos de trabalho;

– redução de R$ 46,8 bilhões na arrecadação tributária.

Para as centrais, os cortes não atingirão apenas o orçamento público: reduziriam a atividade econômica, o consumo e a renda das famílias.

Ameaça direta ao serviço público

O ponto mais grave para os servidores está na conta do ajuste. Embora o candidato afirme que não cortará recursos das áreas sociais, o estudo mostra que um corte desse tamanho só seria possível mexendo nas maiores despesas do Estado, como as transferências de renda e os gastos com pessoal. Isso exigiria mudanças constitucionais capazes de afetar os pisos de saúde e educação, os investimentos públicos e a valorização dos servidores.

Na prática, o risco é de congelamento de salários, falta de concursos, sucateamento de estruturas e piora no atendimento à população em escolas, hospitais e demais serviços essenciais.

Um corte que não resolve o problema da dívida

O estudo também aponta uma contradição: a queda na arrecadação consumiria cerca de 40% da economia prevista com os cortes. Com menos receita, o governo teria de abrir mão da meta fiscal ou promover novos cortes, alimentando um ciclo de retração e crise.

Responsabilidade fiscal a serviço do desenvolvimento

As centrais defendem que a responsabilidade fiscal deve servir ao desenvolvimento nacional, e não justificar a retirada de direitos. O caminho apontado é uma estratégia que combine crescimento econômico, trabalho decente, valorização salarial, fortalecimento dos serviços públicos e redução das desigualdades.

O Sindipúblicos convoca os servidores capixabas e toda a sociedade a conhecer o conteúdo do estudo e a refletir sobre o que está em jogo no segundo turno, no próximo domingo (25). Defender o serviço público é defender o direito de toda a população a saúde, educação e segurança de qualidade.

Clique abaixo e confira a nota na íntegra.

NOTA-DAS-CENTRAIS-SINDICAIS-Tesouraco

 

 

 

 

 

Tem um artigo inspirador, uma análise relevante ou uma pauta que merece atenção? Compartilhe com seus colegas enviando para jornalista@sindipublicos.com.br e ajude a dar voz às ideias que fortalecem nossa luta; juntos, construímos um Sindicato cada vez mais forte, atuante e conectado com a categoria — participe, contribua e seja protagonista dessa história!

Quem faz o Sindicato somos nós! 

E quem representa você é o Sindipúblicos! Filie-se!

Texto: Douglas Dantas Foto: SEEB/CE