Categoria da Limpeza Urbana conquista reajuste acima da inflação, redução de carga horária e outros benefícios

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Mobilização e greve foram fundamentais para as conquistas. 

O poder da mobilização foi mais uma vez destaque na passeata e greve realizada pelos profissionais da Limpeza Urbana da Grande Vitória.

Após apenas um dia de paralisação geral, o patronato acatou a proposta apresentada pelo Ministério do Trabalho em mediação realizada nessa terça-feira (23):

  • 7% de reajuste salarial linear;
  • 7% de reajuste no tíquete-alimentação;
  • Café da manhã no valor de R$ 5,00;
  • Reajuste de 9% para coletor e jardineiro;
  • Reajuste de 9% para encarregados, supervisores e líderes de turma;
  • Redução da carga horária dos garis de oito para seis horas diárias, para novos contratos;
  • Municípios do interior terão a tabela salarial equiparada à tabela de Aracruz. 

Após a mediação, o Sindilimpe percorreu as bases e realizou conversas com os trabalhadores e as trabalhadoras, ontem à noite (23) e na manhã desta quarta-feira (24). Diante da nova proposta, a greve foi suspensa e os trabalhos foram retomados. 

A nova proposta será encaminhada para avaliação da categoria em uma assembleia, que será realizada na quarta-feira da próxima semana, dia 31, às 16 horas, na sede do Sindilimpe-ES, em Vitória. 

“Em um dia de greve, a sociedade viu a quantidade de lixo que se acumulou e percebeu ainda mais a importância dos trabalhadores da Limpeza Urbana para as cidades. A partir dessa luta, foi negociada uma nova proposta para a categoria, apresentada pelo Ministério do Trabalho. O sindicato agradece o apoio da sociedade nessa luta e, por enquanto, a greve está suspensa”, informa a presidenta do Sindilimpe-ES, Evani Reis, a Baiana.

O Sindipúblicos parabeniza a categoria que esteve unida ao seu Sindicato na luta por melhores condições e valorização e destaca a importância sempre da união, mobilização e também do diálogo.

“Prezamos sempre pelo diálogo entre patrões e trabalhadores. No caso da limpeza urbana, vimos que se o patronato tivesse dialogado melhor, não seria necessária uma greve. Mas, quando não há diálogo, os trabalhadores têm que estar unidos, firmes e mobilizados, utilizando os instrumentos de luta coletiva, como paralisações e greves. Em breve, o Sindipúblicos estará convocando os servidores públicos para mobilizações na Campanha Salarial 2024. Esperamos que, como os profissionais da limpeza urbana, estejamos unidos para a nossa luta coletiva” comenta Iran Caetano, presidente do Sindipúblicos. 

 

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