Magoado com as recentes articulações de seus padrinhos políticos, entre eles o ex-governador Paulo Hartung que anunciou possível candidatura ao governo estadual, Renato Casagrande, após pressão popular e um relatório do Tribunal de Contas, suspendeu por tempo indeterminado o pedágio na Terceira Ponte.
Durante os quase quatro anos de Governo, em vários momentos e após as diversas manifestações populares o governador Casagrande sempre se expressou favorável à manutenção do pedágio e do contrato.
A mudança poderia ter ocorrido já que a Rodosol, financiadora da campanha de Casagrande por meio de suas empresas acionistas, ser ligada ao grupo político de Paulo Hartung, tendo sido agraciadas inclusive pelo ex-governador com aditivos contratuais já questionados publicamente, e que até o momento, todos os benefícios à empresa tinham que continuar sendo defendidos pelo seu apadrinhado no poder.
Casagrande também, logo após as manifestações de julho de 2013, chegou a autorizar, conforme noticiamos com exclusividade, uma licitação onde o Estado iria bancar mais uma praça de pedágio, em Vila Velha, no valor de 7 milhões.
A recente atitude de Casagrande sinaliza que ele entrou de cabeça no jogo da disputa política, tentando tirar o poder do grupo de Paulo Hartung sinalizando que se não houver unidade eleitoral, uma das principais financiadoras da campanha de Hartung, estaria abalada.
O cidadão deve ter em mente que até o momento, desde o governo Vitor Buaiz e vice Casagrande, quando o contrato da Rodosol foi assinado, todos os governadores e demais secretários da área foram totalmente favoráveis ao contrato, já contestado inclusive em CPI na ALES que à época já apontava diversas irregularidades.
Outro questionamento é: onde está o Ministério Público Estadual? Afinal, um contrato não foi assinado unilateralmente, mas envolveu diversas autoridades no Estado, que desde 1998, continuaram validando. É preciso que todos sejam responsabilizados civil e criminalmente, não apenas a empresa.
O Estado precisa também cumprir com seu dever constitucional e garantir a manutenção das vias, retornando ao contribuinte os altos impostos pagos para esse serviço. Vale destacar que diversos países e estados possuem vias até mais complexas e extensas do que a Terceira Ponte sem a necessidade da cobrança de um pedágio. “São apenas 3,3 Km de ponte… se um Governo Estadual não consegue manter uma via tão curta como esta, creio que já poderemos ser anexados a MG, pois somos muito incompetentes… NADA JUSTIFICA PAGAR À RODOSOL 4 MILHÕES POR MÊS PARA MANTER UM GUINCHO, AS LUZES ACESAS e ALGUEM TAPANDO OS BURACOS…” comenta um facebookiano.
Além do pedágio da Terceira Ponte, é bom ser alertado que o Grupo Coimex, um dos acionistas da Rodosol, também administra a ECO101, responsável pelos pedágios na BR101. Além do Grupo Coimex, outro acionista da Rodosol é o Grupo Incospal, que entre suas empresas está o Shopping Vila Velha (em frente a UVV). Logo, se a Rodosol for uma boa empregadora, facilmente irá conseguir absorver os funcionários que atuavam no pedágio.
Pelo fim de todos os pedágios!
Charge: Amarildo