
O governador continua insistindo na falácia de que devido a perdas de receitas do Estado, não poderá conceder um reajuste maior que os 4% anunciados. Ainda ressaltou, diferente do que a Seger tem passado aos servidores, que o Plano de Carreira representa um aumento real aos funcionalismo.
O Sindicato discorda e reforça que o Estado continua ludibriando a opinião pública com dados fantasiosos. Diferente do que se prega, o Espírito Santo é um dos estados que menos gasta com o funcionalismo público. “A legislação recomenda o uso de 49% da folha para pagar os servidores, no Estado, a média fica em 37%, bem abaixo do ideal” comenta Gerson de Jesus, presidente do Sindipúblicos.
Outro dado que o governo faz questão de esconder, é que enquanto ele retira do servidor, concede bilhões ao empresariado, que deixou de pagar aos cofres públicos mais de 20 bilhões desde o início do governo Hartung e que continua pela atual gestão.
O Sindicato irá cobrar isonomia e igualdade no reajuste à todos os servidores públicos do executivo estadual. A legislação garante que os funcionários do Ministério Público, que também são ligados ao executivo, recebam no mínimo a reposição da inflação. “Não vamos aceitar tratamento diferenciado para servidores do executivo. Defendemos no mínimo a reposição da inflação, que está em 7,58%” reforça Gerson.
Na última terça-feira (22), os servidores protestaram em frente à Assembleia Legislativa, mostrando a indignação quanto a atitude do governo Casagrande aos deputados. “Esperamos que os deputados sejam coerentes e não votem essa proposta do executivo”, comentou uma servidora.
Procurados pela equipe de reportagem, os deputados comentaram que aguardam as propostas de todos os poderes chegarem à casa para que analisem e votem em um grande pacote.