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Carta poema ao Governador

06/11/2025

 

Governador Casagrande

Permita que eu me apresente

Pois creio, não me conheces

Nem conheces minha gente

Sou só mais um funcionário

Anônimo e proletário

Desse torrão emergente

 

Do nosso Espírito Santo

Sou servidor previdente

Carrego o peso nas costas

De uma engrenagem rangente

É a máquina do estado

Que só pende para um lado

E sempre esquece da gente

 

Mas lembres que procurastes

O funcionário discrente

Com promessas de campanha

De um governo diferente

Com apoio aos servidores

Atento a suas dores…

Conversa pra boi dormente?

 

Num voto de confiança

Plantamos nossa semente

Pensando ser Casagrande

Uma escolha inteligente

Mas pra nossa dor e pena

Era uma casa bem pequena

Como a toca da serpente

 

Não seria despropósito

Um patrão tão negligente

Que não olha para baixo

E se julga onisciente?

Se a justiça foi suspensa

Pela sua indiferença

Diga isso abertamente!

 

Por anos temos pedido

Um tratamento decente

E sem resposta seguimos

Com nosso andor paciente

Somos quatro mil votantes

Na espera agoniante

De um tratamento decente

 

Nesse cenário abstrato

Em que o descaso é patente

Percebemos que o distrato

É a postura intransigente

Daquele que ignora

O que sangra, o que chora

E o que segue serviente

 

Se o cenário é promissor

Pro nosso povo carente

Se o superávit toca

Novos projetos pra frente

Então por que o descaso

Nos mantendo no atraso

De uma ordenado indecente?

 

Um estado nota “A”,

Que economia pungente!

Mas o que isso reverte

Em benefíicio pra gente?

Bem sabes melhor seria Impulsionar a economia

Com seu bilhão excedente

 

Pois hoje o que nos aflige

É a riqueza aparente

Que não põe comida à mesa

E nos exclui do presente

Quando a compra no mercado

É um sonho amargurado

Do que fora antigamente

 

De que vale a postagem

Bela, linda, comovente?

Mas que diverge dos fatos

Ou só mostra parcialmente

Os salários congelados

E toda a desigualdade

De que o senhor é ciente!

 

Nós queremos confiar

No que conduz nossa gente!

Quem governa a dor dos homens

Não merece amor ardente?

A resposta vem sincera: o homem justo não espera

A justiça do que mente

 

O que somos para ti,

Só uma turba insolente?

Que se arrasta no assoalho

Do Castelo reluzente

Onde se escondes, mesquinho, Tomando seu cafezinho Com quem julgas mais decente?

 

Ou será que a ingratidão

Contamina a tua mente?

Pois se hoje aqui prosperas

Num mandato convincente

É que tens em suas bases

Servidores como ases

De um trabalho diligente

 

Na pasta do teu governo

Desde abril do ano corrente

Protocolamos o pleito

De uma carreira decente

Como menos zeros à esquerda

Corrigindo as nossas perdas

Pra inflação inclemente

 

Não me julgues pelo tom

Da mensagem contundente

Se te pareço incisivo

Sou apenas insistente

Busco o que é nosso por direito

A análise desse pleito

É uma análise URGENTE!

 

Autoria: Servidor Anônimo do Iema