

Os servidores da RTV/ES denunciam o caos que se encontram as emissoras. Na TVE-ES, funcionando no Teatro Carmélia, o medo e a insegurança tomou conta do local, onde os usuários de drogas já ‘sitiaram’ o terreno.
Recentemente os ‘craqueiros’ quebraram um cano e deixou a emissora sem água; uma servidora foi assaltada na calçada do prédio e outra trabalhadora também sofreu tentativa de assalto.
A situação se agrava nos finais de semana, quando a área da TVE se transforma em um “anexo” do famoso baile funk do Náutico Brasil, já que o muro que separa os terrenos está quebrado e facilita o trânsito dos frequentadores, que aproveitam a precariedade do local para fazer consumo de drogas.
“Estamos largados pelo governo. Até o segurança tem medo de ficar aqui. Já assassinaram um usuário na nossa calçada e outro foi queimado nos fundos da emissora, não morreu por que nós socorremos” denuncia um profissional.
Além da insegurança, há falta de condições de trabalho, não só na TVE, como também na Rádio Espírito Santo. Entre as denúncias está a demora na compra de materiais essenciais para a produção, como fitas de vídeo; monitores analógicos no controle mestre, ‘gambiarras’ elétricas por todas as instalações; infiltrações, escada quebrada há mais de ano; carro sendo ‘disputado’ entre diretoria e equipe de reportagem; mofo nos estúdios entre outros problemas.
Os trabalhadores também denunciam sofrer pressão para infrigir os Códigos de Ética do Servidor Público e o dos Jornalistas tendo que acatar ordens alheias aos interesses da sociedade.
Toda a situação já foi levada à direção da RTV/ES, da Seger e da Secom, em documentos que solicitavam concurso público, a aprovação do Plano de Carreira e melhorias nas condições de trabalho.
Passados mais de um mês da solicitação, e sem uma resposta oficial do governo, apenas a sinalização da apresentação da proposta do Plano de Carreira até 15 de junho, a comissão de negociação deliberou na tarde desta quarta-feira (05), por reiterar junto à RTV/ES, Secom, Seger e governador, a demanda dos trabalhadores em uma reunião no prazo de até 10 dias. Devido a gravidade da situação, os trabalhadores não descartam a deflagração de um movimento grevista caso a negociação não avance.
Os sindicatos avaliam que a situação é grave. “Não podemos aceitar que o Estado invista mais de 54 milhões nos veículos privados e deixe a RTV/ES com necessidades estruturais e de pessoal. Precisamos de um plano que possa reestruturar todo o sistema incluindo um concurso público para atender as demandas do déficit de pessoal e condições dignas de trabalho” reforça Gerson de Jesus, presidente do Sindipúblicos.
O Sindipúblicos também irá buscar os órgãos de controle e fiscalização para que sejam tomadas as medidas necessárias, inclusive o fechamento dos prédios.