Caos continua devido a ingerência de André Garcia e negligência do MP

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A ingerência de André Garcia no gerenciamento da crise é uma das principais causas do Estado do Espírito Santo estar no quarto dia de uma ‘guerra civil’, com população sitiada e o governo insistindo que míseros meia dúzia de soldados do exército solucionaria o caso.

E o Ministério Público que tem o dever de ser um órgão fiscalizador do executivo e legislativo, defendendo os interesses da sociedade, mais uma vez rasga a Constituição e, no lugar de negociar e exigir que o governo conceda condições adequadas aos militares, simplesmente determina a expulsão das mulheres de frente dos quarteis, criminalizando o movimento.

Essa criminalização dos familiares dos militares que estão lutando por melhores condições de atuação só aumenta a crise de segurança que estamos vivenciando.

Em situações como essa, é primordial o diálogo e negociação, o que nunca aconteceu com o governo Hartung, tanto agora com os militares, quanto durante os últimos três anos com os demais servidores que lutam pela revisão geral anual, que é direito constitucional, mas o Estado nega.

Até o momento Garcia sequer divulgou alguma proposta concreta do governo para que a segurança pública do Estado melhore, com valorização da polícia e garantia das estruturas mínimas para atender à população.

E não é por falta de dinheiro. Afinal, o próprio governador tem viajado o país, às nossas custas, se propagando como o melhor gestor do país, que o Estado está no azul. Logo, se o fato é verdade, o governo é irresponsável.

A irresponsabilidade de André Garcia e do governo não param por aí, além de não negociar, ainda obrigou os ônibus a voltarem a circular sem a devida segurança, colocando a vida de vários trabalhadores em risco. Afinal, só ele mesmo que acredita que alguns poucos soldados nos terminais garantiriam a segurança da população. E ainda determina a atuação de policiais à pé, sem apoio da guarnição, colocando a vida dos mesmos em risco.

Para finalizar, parte da mídia capixaba, financiada pelo governo estadual que injeta milhões em suas contas, tem acirrado ainda mais o movimento divulgando matérias tendenciosas. Qual é o interesse de jornal colocar a população contra as famílias dos militares?

Desde que iniciou o movimento, nenhum dos jornais capixabas, isso se ainda pode se dizer que são jornais ou meros panfletos publicitários de Hartung, divulgaram matéria de capa detalhando o caos em que vive a segurança pública estadual, como a restrição do uso de coletes, corte da gasolina das viaturas; redução no poder de compra afetando diretamente as famílias dos militares; entre outros problemas que enfrentam no dia a dia.

É preciso que a sociedade capixaba se una para cobrar efetivamente do secretário e do governador que respeitem a população garantindo a devida reposição salarial e melhores condições de trabalho para que os militares atendam dignamente as necessidades do povo.