
O Dia Mundial de Combate a Violência Contra a Mulher, 25 de novembro, foi escolhido pelos servidores estaduais, por iniciativa do Coletivo de Mulheres do Sindipúblicos, para realizar um ato na Praça Costa Pereira reivindicando políticas públicas em defesa das mulheres e pela regulamentação do auxílio-creche.
Durante a manhã desta segunda-feira, os servidores estiveram presentes na Praça discursando sobre a importância do Governo garantir proteção às mulheres e o direito de creche para todas as crianças.
Em marcha, os trabalhadores foram à Seger e, posteriormente, ao Palácio da Fonte Grande para entregar um documento reivindicando o direito ao auxílio-creche para todos os servidores.
Tanto na Seger, quanto na Fonte Grande, eles foram atendidos por assessores de governo, que garantiram levar o pleito aos secretários responsáveis.
“Precisamos de autonomia para criar nossas crianças. Para isso, é necessário que o Estado cumpra a Lei e assim termos creche para todos. A nossa permanência no serviço público passa por esses direitos”, comenta Luciana Girelli, servidora do Incaper.
Para a diretora do Sindipúblicos, Lucia Helena Costa, “vamos continuar lutando até que o Governo nos atenda, garantindo que todas as crianças tenham seu direito respeitado”.
No documento entregue ao Governo, os servidores destacam que o direito à creche foi assegurado ao servidor público tanto por meio da Constituição Estadual (art. 32, §11), quanto por força da Lei Complementar n° 46/94 (art. 88, III e art. 91), e destacam que “o núcleo familiar tem proteção especial do Estado, nos moldes do art. 226, da Constituição Federal”.
Os trabalhadores também denunciaram que as creches públicas estão sobrecarregadas, e as particulares vêm cobrando altos preços, razão pela qual o auxílio-creche mostra-se essencial para auxiliar na renda dos servidores públicos.
Participantes da Marcha Mundial das Mulheres e do Fórum de Mulheres também estiveram presentes realizando atividades culturais e distribuindo material de conscientização.