
A Semana do Servidor começou com as atividades do Coletivo de Mulheres. Formação sobre feminismo, apresentação da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e debate sobre a regulamentação do auxílio-creche foram os temas abordados.
Logo pela manhã, as integrantes do Coletivo participaram de um momento de formação com Maíra Guedes, integrante da MMM de Salvador que abordou o tema “Feminismo e Auto-organização”.
Para a diretora Lúcia Helena a luta das mulheres é diária e é necessário ampliar os debates sobre o feminismo para ajudar a todas num trabalho de união e solidariedade. “Ser feminista é desatar as amarras, conseguir liberdade em todas as áreas e também ajudar a libertar outras mulheres”, disse.
A integrante da MMM, Maíra Guedes enfatizou que desde criança a mulher é treinada para servir, cresce dentro de um sistema patriarcal e capitalista, tendo a sensação de uma falsa liberdade. E como característica principal desse sistema está a figura do homem que possui mais privilégios e a mulher acaba se tornando um objeto.
“O que vemos muitas vezes é a reprodução do machismo pelas mulheres, e isso se torna parte fundamental para a sustentação do capitalismo patriarcal, que gera submissão e culpa. Nossa grande luta é pelo combate a essa exploração e alienação das mulheres”, explica Maíra.
Auxílio-Creche
No período da tarde, os servidores tiveram a oportunidade de debater a importância da regulamentação do auxílio-creche previsto na Lei 46/94.
Para o presidente do Sindipúblicos, “O auxílio ultrapassa o direito da mulher, é um direito da criança. Vamos continuar lutando pela regulamentação da Lei 46, defendemos que a legislação seja totalmente cumprida. Não podemos aceitar que no mesmo poder, servidores possuam este benefício e outros não. Onde está a isonomia?
Camila Laranja, advogada do Sindicato comentou que “visando resguardar a estrutura familiar do servidor público, a Constituição Estadual de 1989 fixou o direito ao serviço de creche. A Lei Complementar n° 46/94 também se preocupou com a matéria, e fixou o auxílio creche como direito do servidor público, que tenha filho de 0 a 6 anos, e necessite do serviço de creche. No entanto, o direito ainda não foi regulamentado, restando patente a omissão legislativa. Essa regulamentação poderá se dar por meio de Lei Ordinária, que pode surgir de Proposta por parte de deputado, ou iniciativa popular”.
À noite, mulheres de todo o Espírito Santo participaram de uma reunião no auditório do Sindipúblicos para conhecer as ações desenvolvidas pela Marcha Mundial das Mulheres. “Nosso objetivo foi trazer ao Estado a discussão sobre a importância da organização das mulheres” comenta Lúcia Costa.