

No último dia 27, os Agentes de Suporte Educacional – ASES’s, fizeram um ato em frente à Secretaria de Estado da Educação – SEDU, em que mais uma vez reforçam o pedido ao secretário e ao Governo do Estado pelo cumprimento da lei 637/12, no qual esperam há muito tempo o enquadramento da carreira.
Após distribuírem panfleto com as reivindicações e usarem o microfone para divulgar à sociedade as demandas ainda não atendidas, eles conseguiram falar com o secretário Klinger Barbosa, no corredor da Secretaria, quando chegava de uma reunião com o governador.
O mesmo disse para os agentes agendarem uma reunião oficial com ele, mas colocou à disposição uma comissão para ouvir a categoria. Na ocasião, os agentes relataram a situação das condições de trabalho que não são boas e, principalmente, sobre os casos de assédio moral, que tem aumentado muito nos últimos meses.
Outro ponto de destaque é o desvio de função que muitos agentes acabam sofrendo, como por exemplo, ter que ir para a sala de aula na falta de um professor. Também há os casos de acúmulo de atribuições que são demandadas fugindo totalmente do que está na legislação da categoria. Após os relatos, eles sugeriram que fosse agendado um treinamento com os diretores das escolas para informar as reais funções dos ASE’S e levar conscientização.
A categoria também reclama que não tem direito ao auxílio-alimentação, mas os temporários – DT’s – possuem. Isso só demonstra a linha de gestão desse Governo, que é não investir no servidor, nos concursados.
Além disso tudo, os agentes cobram um ajuste no cronograma apresentado pelo Governo para que o alinhamento seja feito até o dia 15 de outubro e a sua retroatividade seja referente ao mês de março deste ano, já que os primeiros ofícios são datados dessa época e, também, pelo fato da Seger ter garantido a retroatividade a outras categorias.
Eles continuam em Estado de Greve, agora aguardando os resultados dessa última reunião com a comissão da SEDU. Os agentes lutam por uma educação de qualidade, pela valorização do fator humano e, principalmente, por respeito para profissionais que, apesar do descaso, atuam com responsabilidade.