ASEs mantém mobilização pelos 4%

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Recomposição salarial com as verbas do Fundeb só depende da Seger.

A articulação e atuação da diretoria do Sindipúblicos junto aos deputados estaduais, reforçada pela mobilização da categoria dos Agentes de Suporte Educacional, fez com que a Assembleia Legislativa recuasse da votação do projeto de lei 831/2023 que concede 4% de reajuste ao magistério, mas até então ignora os ASEs.

Diante da iminência da votação do projeto em regime de urgência, a diretoria do Sindipúblicos se fez presente nesta terça-feira (10) na Assembleia Legislativa conversando com os deputados sobre a importância dos 4% de reajuste também serem concedidos à categoria e pela inconstitucionalidade do atual PL que ignora uma categoria que está abarcada dentre as beneficiárias do Fundeb, que será utilizado para financiamento do projeto.

Dentre os deputados que manifestaram apoio esteve João Coser (PT) que defendeu uma emenda ao PL, além de Camila Valadão (PSOL) e Iriny Lopes (PT).

Pela manhã da quarta-feira (11), a mobilização da categoria em frente à Ales reforçou a reunião da diretoria do Sindipúblicos com os deputados Dary Pagung (PSB), líder do Governo, e João Coser.

Na ocasião, o líder do governo reforçou o entendimento do reajuste para a categoria, mas por meio de encaminhamento de um projeto paralelo ao do magistério. O líder do Governo, ao ser questionado sobre sobre seu apoio ao projeto, foi enfático: “vocês têm o apoio de toda a Assembleia”.

À tarde, os ASE’s se reuniram em frente ao edifício Fábio Ruschi, sede da Seger. Na ocasião, foram recebidos pela assessora de relações sindicais Bárbara Carneiro.

Na mesa de negociação, a assessora escutou o pleito da categoria e disse que irá encaminhá-lo para devidas tratativas, mas que não teria nenhuma posição sobre o assunto.

“Somos agentes da educação. A verba do Fundeb é pra todos os profissionais da educação. O que vejo é a ilegalidade de não termos sido incluídos. Há um sentimento de despertencimento completo”, posicionou a ASE Aline Oliveira.

Já o agente de suporte educacional, Thiago Pimentel ainda complementou que “o problema raiz é que somos tratados diferentes dentro das escolas. Dizem que ninguém é contra sermos incluídos nesse projeto de 4% de reajuste, mas por que estamos aqui então? Estamos perdendo pessoas boas por questões pequenas. Somos o coração da escola, mas que toma tiro todo dia e parece que ninguém se importa”.

Por fim, Iran Caetano, presidente do Sindipúblicos registrou que a categoria seguirá mobilizada até que o governo atenda a demanda do reajuste. “Creio que vamos superar isso e vamos resolver. Mas, se for preciso, faremos uma grande greve. Não vamos abrir mão do reajuste da categoria. Não há impedimento legal nem orçamentário. Isso é uma decisão política que precisam resolver. Distorção é se uns profissionais da educação forem incluídos e outros não.”

Visto a previsão do projeto ser votado na segunda-feira (16), o Sindipúblicos destaca a importância da categoria seguir mobilizada cobrando dos deputados e do governo o reajuste de 4%. Acompanhe nossas redes sociais e fique ligado nas próximas atividades de luta da categoria.

 

 

 

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