


Dois tipos de sanduíches, bolos de diversos sabores e saladas de no mínimo 11 frutas diferentes. Este será o “lanchinho” diário dos deputados estaduais em 2016, que pode chegar ao custo de R$ 117.488,28 aos cofres públicos, um custo médio de R$30/dia para cada deputado.
Os deputados que irão degustar as guloseimas à custa do dinheiro do povo são os mesmos que se apoiaram no falso discurso da crise e negaram a aprovação de emenda que garantiria que todos os servidores públicos estaduais recebessem auxílio-alimentação. Lembrando para os servidores, o valor seria de R$ 6,00/dia, ou seja, o paladar apurado dos nobres deputados vale cinco vezes mais que o do mortal trabalhador.
Enquanto os servidores precisam levar de casa sua alimentação ou tirar do defasado salário para comprar os lanches e a refeição durante horário de trabalho, os parlamentares poderão escolher entre um sanduíche mais light, feito de pão integral com queijo branco e peito de peru light ou blanquet light; ou uma versão mais robusta, com pão de sal recheado com queijo, presunto, alface e tomate. Além de saladas de frutas com mamão, goiaba, melão, acabaxi, kiwi, manga, maçã, pera, uva e laranja. E bolos nos sabores banana, milho, cenoura, maracujá, chocolate ou fubá.
O edital prevê o fornecimento de até 742 sanduíches, 371 saladas de frutas e 371 bolos por mês, a quantidade irá variar de acordo com as “necessidades” da Assembleia Legislativa. Os produtos estão previstos até mesmo para os meses de recesso da Casa, como julho e dezembro, já que podem ocorrer convocações extraordinárias.
É uma grande imoralidade dos deputados aprovarem gastos dessa ordem, enquanto negam aos servidores o direito de se alimentarem dignamente. É mais uma artimanha em substituição aos mal falados cafezinhos, denunciados inúmeras vezes devido aos preços astronômicos contratados pelo poder público. No Espírito Santo os deputados evoluíram transformando os cafezinhos em verdadeiros banquetes pessoais bancados por dinheiro público. Significa dizer que eles não estão de aí para o povo.
Com informações de A Gazeta