Após 20 dias em greve, os servidores do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) suspenderam o movimento para aguardar a proposta de tabela salarial que será feita pelo governo do Estado, ainda nesta semana.
O Sindicado dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos) reforça que todas as reivindicações têm condições de serem atendidas, inclusive a questão do assédio moral dentro do órgão, denunciado por servidores mesmo antes do início da greve, no último dia 12 de junho, como enfatizou o presidente da entidade, Gerson Correia de Jesus.
Outro ponto prioritário é a tabela salarial. Uma nova proposta é aguardada há anos pelos servidores do órgão. Eles também não aceitam o corte de ponto. “A greve seguiu todos os parâmetros legais, não tem justificativa cortar o ponto nosso” destaca um servidor do Iema.
Os servidores ainda aguardam respostas da Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), sobre os problemas estruturais do Iema, como é o caso da falta de segurança dos laboratórios, condições insalubres, falta de EPI’s, dentre outros.
Na última semana, a Seger apresentou o Plano de Promoção dos Servidores Públicos do Estado. No entanto, os servidores do Iema não se viram totalmente benefíciados, já que o plano propõe a promoção daqueles que completaram cinco anos de serviços, o que deixa de fora a maioria dos servidores do órgão ambiental.
Na próxima sexta-feira (6), os servidores se reúnem em assembleia para decidir os rumos do movimento, considerando a proposta do governo do Estado. E alertam que se não forem atendidos, a greve poderá ser retomada.
Com informações do Século Diário