

Municípios em que os prefeitos resolveram abraçar o atual governador durante a última campanha e seguir seus preceitos, como a privatização da saúde, os moradores têm sofrido com a piora nos serviços prestados à população. Entre eles, está Vila Velha, administrada por Rodney Miranda, parceiro político de Paulo Hartung.
Ou seja, mais parece que abraçar o governador é um abraço mortal, já que na prática, quem apoiou a campanha do atual governo tem enfrentado sérias crises na saúde o que acarreta inclusive no risco de morte dos cidadãos.
Seguindo o modelo defendido pelo governador, Rodney Miranda privatizou a rede de saúde municipal e hoje Vila Velha não consegue oferecer as mínimas condições de atendimento à população, com falta de médicos, greve dos profissionais da saúde e falta de equipamentos. Com isso, a população sofre com a demora no atendimento, com a falta de medicamentos e de insumos necessários para realizar os procedimentos médicos.
“É um absurdo o que está acontecendo em Vila Velha. Faço tratamento contra uma leucemia e tomo vários medicamentos para reduzir os efeitos colaterais. Até o final do ano, conseguia obtê-los no posto de saúde de Itaparica. Mas depois que Hartung entrou, nunca mais consegui medicamentos básicos, como Omeprazol, Paracetamol. Graças a Deus ainda tenho condições de comprar e são medicamentos mais baratos. Mas vi senhoras bem humildes que estão sem poder comprar remédios receitados. E o mais revoltante é saber que a distribuição desses medicamentos é de responsabilidade do governo estadual. E as meninas (sic) do posto sempre falam que o medicamento não chegou, pois a secretaria estadual de saúde não enviou os lotes ainda.” comenta a comerciante Maria da Gloria.
Ainda em Vila Velha, outro fato é o sucateamento do serviço odontológico. Referência em governos passados, atualmente o serviço odontológico conta com apenas 100 dentistas, ou seja, apenas 01 dentista para cada 4,6 mil habitantes. Os profissionais denunciam que o atual prefeito, aliado de Paulo Hartung, não tem oferecido condições mínimas, inclusive com inúmeras autoclaves quebrados, aparelho de esterilização de equipamentos, o que pode causar infecções graves aos pacientes. Para piorar, a postura do prefeito é igual a do governador: não negocia a pauta de reivindicação dos servidores.
Outro município que enfrenta crise é Cachoeiro de Itapemirim, onde o atual prefeito, Carlos Casteglione, chegou a ser secretário de Paulo Hartung em governos passados, e agora enfrenta greve na Santa Casa de Misericórdia, principal hospital que depende de recursos repassados pelo governo estadual.
Os fatos mostram a importância de uma boa escolha dos nossos representantes políticos. E lembrar que durante as próximas eleições municipais, candidatos aliados ao atual governador podem contribuir para arrasar seu município já que a política de Hartung e Casagrande nos últimos 12 anos foi de total entreguismo do Estado à iniciativa privada, colocando em primeiro lugar o crescimento econômico dos “amigos” financiadores de campanha, mas sem ter a contrapartida do desenvolvimento social e atendimento à polução.
Hartung, já conhecido por seu revanchismo contra quem não apoiava seus governos, agora, também prejudica até mesmo os prefeitos que foram seus aliados durante a última campanha. Para justificar a fictícia crise, o governador tem cortado os repasses e praticamente extinguiu o fundo dos municípios.