

Neste 31 de março, o Brasil relembra os 61 anos do golpe militar de 1964, um episódio sombrio que mergulhou o país em 21 anos de repressão, censura e violações sistemáticas de direitos humanos. A data traz à tona o compromisso com a memória e a justiça, reafirmando o grito pela democracia e o repúdio a qualquer tentativa de apagar ou minimizar os crimes da ditadura e as recentes tentativa de novo golpe em 8/1/23 e anistia aos seus atores.
O Sindipúblicos se une a essa luta, reafirmando sua posição em defesa da democracia, conforme estabelecem seus princípios estatutários. A entidade ressalta que somente em um regime democrático é possível assegurar direitos e avançar em conquistas sociais, sindicais e institucionais.
O regime instaurado em 1964 resultou em perseguições, torturas, desaparecimentos forçados e mortes. Estudos apontam que mais de 10 mil pessoas, incluindo servidores, camponeses, indígenas e trabalhadores pobres, foram vítimas de assassinatos, torturas e desaparecimentos. A ditadura também destruiu famílias, calou vozes e concentrou poder e riqueza em um modelo autoritário e excludente.
Resistência e Reflexão
A data ganha ainda mais significado em um contexto onde esforços são mobilizados para barrar a anistia a golpistas envolvidos nos ataques contra a democracia em 8 de janeiro. Movimentos como as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo têm convocado manifestações em defesa da justiça e contra a impunidade, como as realizadas no último domingo (30). O lema “Sem anistia e prisão para os golpistas” reforça a importância de responsabilizar aqueles que atentaram contra o Estado democrático de direito.
Que nunca mais aconteça
Relembrar os 61 anos do golpe é mais do que rememorar os fatos; é um ato político de resistência e um compromisso com o “nunca mais”. É lembrar nomes como Rubens Paiva, Vladimir Herzog e Honestino Guimarães, bem como as milhares de vítimas anônimas que sofreram sob o regime ditatorial.
A luta pela memória e verdade é essencial para impedir retrocessos e manter viva a defesa das liberdades democráticas. Enquanto houver quem tente relativizar ou glorificar o período de trevas, haverá também quem resista, com o lema que ecoa com força há décadas: Ditadura nunca mais!
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Montagem com Fotos: Ditadura Militar (1964-1985) (Evandro Teixeira / Agência Brasil); 8/ 1 (Joedson Alves / Agência Brasil)