A maioria dos brasileiros é contrária a aprovação da PEC 55 (241) que limita os investimentos públicos pelos próximos 20 anos, conforme mostra pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Datafolha.
Aprovada na Câmara e em primeiro turno no Senado, a PEC tem o apoio dos senadores capixabas Ricardo Ferraço (PSDB), Magno Malta (PR) e Rose de Freitas (PMDB), que votaram contra o povo e em desacordo ao recomendado pela Organizações da Nações Unidas (ONU) que divulgou nota recriminando a proposta do governo federal.
O segundo turno da votação da PEC está previsto para acontecer ainda hoje, 13 de dezembro, data fatídica mais uma vez para o país, que em 1968, também em 13/12 foi promulgado o AI-5, ato que limitou direitos dos cidadãos brasileiros por vários anos, assim como Temer e seus aliados estão propondo com a PEC 55.
Segundo Datafolha, apenas 24% aprovam a proposta do governo federal, e a ampla maioria 60% dos brasileiros são totalmente contrários. Se somados aos que não souberam comentar o assunto, esse valor chega à 71% de rejeição à PEC.

Percentual semelhante, 62%, também avaliam que a emenda trará mais prejuízos do que benefícios, contra 19% que pensam o contrário. Para 53% dos entrevistados, os recursos públicos existentes hoje são suficientes, mas são mal aplicados.
A desaprovação à emenda que congela os gastos é maior entre os mais jovens – de 16 a 24 anos, 65% são contra a medida, ao passo que 47% dos maiores de 60 não querem sua aprovação.
O repúdio também é maior entre os mais escolarizados. Entre os que têm ensino superior, 68% a rejeitam, contra 51% daqueles que possuem só ensino fundamental.
Apesar disso, as maiores rejeições estão entre as menores faixas de renda: 60% para quem recebe até dois salários mínimos (R$ 1.670) e 62% para quem ganha entre dois e cinco salários mínimos (até R$ 4.400).
Entre os mais ricos, com mais de cinco salários mínimos (a partir de R$ 5.280), é maior a aprovação à PEC —35%, contra 20% da população com até dois salários.
Quando questionados a respeito de áreas específicas, 50% afirmaram acreditar que a saúde e a segurança devem piorar caso a PEC seja aprovada, 51% acham que a educação sofrerá com a aprovação e 47% que o transporte pblico e saneamento também.
O Sindipúblicos exige que os senadores capixabas cumpram seu dever institucional para o qual foram eleitos evotem a favor do povo, garantindo que todos os direitos sejam respeitados e os investimentos públicos continuem. No lugar de votarem uma PEC contra a população, os senadores precisam fazer o papel de fiscalizador inclusive dos executivos, garantindo que as verbas sejam aplicadas devidamente.
Fonte: Folha de S. Paulo / ONU