

O anúncio de reajuste de 4% nos salários dos servidores públicos frustrou a expectativa de recomposição das perdas acumuladas. Apenas durante o Governo Casagrande, essas perdas chegaram a superar 20%. Parte delas será parcialmente enfrentada com a reestruturação, mas ainda restam 15,03% sem reposição, referentes ao período da pandemia (2020/21).
Em fevereiro de 2026, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 3,8%. Se mantida a tendência, até junho a reposição anunciada por Ferraço e Casagrande pode ser inferior ao índice acumulado em treze meses, período em que os servidores ficaram sem qualquer correção desde maio de 2025, último reajuste de 4,5%.
O Sindipúblicos reconhece o avanço com a reestruturação das carreiras, e a concessão do RGA durante os últimos 4 anos, mas reforça mas, diante do atual cenário de estabilidade econômica estadual, reafirma a defesa da pauta já protocolada pela recomposição das perdas acumuladas. Em um estado com economia sólida, em crescimento, e que mantém um dos menores índices de investimento no servidor público, não há justificativa plausível para que o governo não reponha, mesmo que de forma parcelada, os valores devidos.
O pleito não é exagero: trata-se do reconhecimento de um direito negado. Por isso, o Sindicato conclama os servidores a se manterem mobilizados.
Principais reivindicações
A mobilização é essencial para garantir valorização e respeito aos servidores, especialmente em um cenário de estabilidade financeira do Estado. Seguimos à luta!
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Texto: Douglas Dantas Foto: Fred Loureiro / Governo ES