Uso público para residência oficial foi proposta do Sindipúblicos

AGU e passeata no dia 18 marcam dia de luta contra Reforma Administrativa
16 de agosto de 2021
Comissão Eleitoral realiza teste do sistema de votação
19 de agosto de 2021

O Governo do Estado anunciou que irá dar nova destinação à residência oficial do governador na Praia da Costa, em Vila Velha, criando um parque multifuncional.

Vale, no entanto destacar que o Sindipúblicos ainda em 2017 trouxe à tona o debate sobre a necessidade de um novo uso ao local que até então tem um custo de manutenção elevado e praticamente fica subutilizada, visto que nem mesmo os últimos governadores utilizaram o local como residência.

Na época, em matéria publicada pelo Sindipúblicos (confira abaixo as matérias relacionadas), quando veio à tona valores milionários em gastos na manutenção da residência oficial, o Sindicato reforçou essa demanda: “É preciso que o governo honre com sua tão divulgada política da austeridade e dê uma finalidade pública à atual residência, visto que é inconcebível o capixaba manter três locais para utilização do governador: o Palácio Anchieta, o Palácio da Fonte Grande e a Residência Oficial. Em 2016, o custo para manutenção dos três prédios ficou em R$3,4 milhões”.

Após as denúncias do Sindipúblicos, o deputado Sérgio Majeski inclusive propôs o Projeto de Lei 216/2017 para que o referido imóvel fosse “destinado à fins de interesse público, como atividades culturais, além de proibir expressamente a venda do mesmo”. No entanto, foi arquivado pelos deputados.

Mesmo sem dar o devido crédito à proposta, o governador Casagrande avançou no tema e anunciou que irá criar um Parque Cultural Casa do Governador, contemplando assim a sugestão do Sindipúblicos para que o espaço até então privativo ao chefe do executivo, seja de utilidade pública.

Conforme anúncio, o parque envolve toda a área da Residência e contará com três eixos temáticos para serem explorados pela população: ambiental, histórico e artístico. A previsão é de que o espaço, que tem cerca de 93 mil metros quadrados, esteja aberto à visitação no primeiro semestre de 2022.

Os três eixos temáticos, que serão expostos no Parque, se dividem nas categorias: Ambiental (com visitas aos ecossistemas nativos, exposições sobre as inovações tecnológicas e políticas de energias renováveis); Histórico (com percurso pela história capixaba, da ocupação aos dias atuais, feito com base na pesquisa da história, de forma oral e documental, com ênfase na memória que a Residência Oficial testemunhou em todos os anos de existência); e Artístico (o Parque terá uma exposição artística ao ar livre com esculturas permanentes, esculturas temporárias e eventos culturais em um anfiteatro).

O Sindicato reforça a necessidade do Estado, além de abrir as portas desse novo espaço, é preciso garantir devida estrutura e manutenção e que a sociedade possa participar da gestão desse espaço propondo ações e demandas.

+

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

três × um =