Servidores da Ceturb divulgam nota contrários à privatização da empresa

Em nota, os servidores da Ceturb contestam a afirmação do Secretário de Estado de Governo Tyago Hoffman sobre a privatização da empresa e garantem que a empresa é superavitária.

Nota Pública – Em defesa da Ceturb

Os servidores da Ceturb – ES foram pegos de surpresa com a fala do Secretário de Estado de Governo Tyago Hoffman sobre a possibilidade de autarquização devido à insustentabilidade financeira da Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo, diante do superávit previsto para a empresa pública no ano de 2019.

Os trabalhadores da empresa pública sustentam que a previsão orçamentária da Ceturb-ES prevê superávit de R$ 625 mil reais, não havendo porque se falar em sistema insustentável.

A receita da empresa é oriunda da gestão e fiscalização do sistema de transporte urbano da Região Metropolitana da Grande Vitória e intermunicipal, além do fretamento de veículos para transporte de passageiros. Assim, mesmo que o Governo aponte para realização de Parcerias Público Privadas para a administração dos Terminais Metropolitanos, não poderia terceirizar as funções fiscalizadoras, que devem ser realizadas, intransferívelmente pela Administração Pública.

Causa estranhamento, ainda, a afirmação de insustentabilidade e intenção de transferência de funções para a iniciativa privada, porque a Ceturb-ES já adota modelo empresarial, apesar de não visar lucro. Assim, no cenário criado pelo secretário teríamos a iniciativa privada aportando recursos em uma empresa que, mesmo sem intenção de lucro, já não é sustentável. Não parece ser com essa incerteza de lucros a forma como os operadores do mercado de transporte trabalham.

Os trabalhadores da Ceturb reforçam o papel cumprido pela empresa pública, em seus 33 anos de existência, na garantia do direito ao transporte à população capixaba e defendem que as políticas de ajuste fiscal do Governo do Estado devem focar no corte de privilégios e regalias, sem contanto, atingir a prestação de serviço público, sem fazer com que a população, mais uma vez, pague pela ineficiência da gestão.