Servidor do Detran morre de Covid-19. Casagrande, quantos outros precisarão morrer?

É com extremo pesar que comunicamos o falecimento do servidor do Detran, lotado na Ciretran de Colatina, José Antônio Perinni nesta quarta-feira, 29 de julho, vítima de Covid-19.

Perinni tinha 54 anos e era filiado há mais de dez anos. Ficará na lembrança de todos como um companheiro guerreiro, participativo e atuante na defesa dos colegas. Em nossos congressos e demais atividades sempre se fazia presente levantando debates, propondo ações, contribuindo para um serviço público sempre melhor.  

Infelizmente nosso delegado sindical, entra na estatística dos trabalhadores que perderam suas vidas nessa pandemia, diante a falta de respeito e compromisso do governo estadual para com seus servidores e toda sociedade. Nossa solidariedade e força para família nesse momento e nosso agradecimento pelo trabalho que sempre desempenhou junto ao sindicato.

Aumentar o número de leitos, como já alertamos não salvam vidas! O distanciamento e isolamento social continuam a ser, conforme orientação médica, a única medida eficaz e segura. Mesmo assim, com todos os alertas, o governador Casagrande insiste em colocar 50% dos servidores novamente para correrem risco de morte. Ressalta-se que a maioria dos órgãos públicos estaduais estão em condições insalubres, como já divulgamos, agravando ainda mais a probabilidade de contaminação. Junta-se à isso a superlotação nos transportes públicos.

 “Não podemos perder mais vidas. Não há justificativa para que o governo obrigue profissionais a atuarem presencialmente num momento desse, inclusive setores que podem atuar em home-office. Enquanto Casagrande se diz contrário à política de Bolsonaro, sua gestão de pessoas, junto com a secretária Lenise, se iguala ao genocídio do presidente colocando todos em risco. A economia se recupera! Aliás, o Estado está com a economia estável comparado a outros, mesmo assim, mais uma vez, querem colocar na conta dos servidores. Vidas não se recuperam! Estão agindo como se tudo estivesse normal. Não está!” alerta Tadeu Guerzet, presidente do Sindipúblicos.

O Sindicato se manifesta contrário ao retorno das atividades presenciais de 50% dos servidores públicos e tomará todas as medidas cabíveis, não descartando inclusive paralisações e até mesmo uma greve. Vidas importam!